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O fim do limiar entre SEO e Arquitetura da Informação

Estamos mudados! Sabemos que hoje a
internet é coisa séria, um poderoso veículo de comunicação e que o
usuário está cada dia mais nativo. Nesse cenário, possivelmente seu
“reservatório de boa vontade” – como Steve Krug definiu a intenção de
navegar em ambiente web em busca do conteúdo desejado – diminuiu e a
“missão” da arquitetura da informação é não deixar sua reserva acabar
antes de encontrar o que procura.

E, para que a experiência de
navegação seja eficiente, o olhar do projetista tem que ser muito mais
profundo e holístico. De acordo com pesquisas, hoje sabemos que muitos
dos nossos clientes virtuais chegam até nós pelos buscadores. Portanto,
usabilidade não serve apenas para projetos de interface, ao contrário, o
fator usabilidade nos buscadores é métrica para ranqueamento, e isso
aumenta ainda mais a nossa responsabilidade, pois precisamos criar
soluções que conversem tanto com os buscadores, quanto com os usuários.

Vejamos o que o Google diz, em suas Diretrizes de Qualidade:

Crie
páginas principalmente para os usuários, não para os mecanismos de
pesquisa. Não engane os seus usuários nem apresente aos mecanismos de
pesquisa um conteúdo diferente daquele que você exibe aos usuários, o
que normalmente é chamado de “cloaking” (camuflagem do conteúdo real da
página).

Para aqueles que achavam que a
arquitetura da informação era uma coisa e otimização de site outra, nós
temos provas diárias de que não é bem assim. Hoje está clara a fusão
entre as duas vertentes e nós podemos observar não somente nas
diretrizes do Google, mas também em algumas empresas de Web Business que
aliam, desde o início da AI, técnicas de SEO.

Isso significa que o olhar da
comunidade digital mudou e se tornou bem mais profundo, pois a linha
discreta que divide em pequenos nichos o conhecimento em otimização de
sites e arquitetura da informação está prestes a desaparecer
oficialmente.

Para que possamos gerar
protótipos que comportem todas (ou quase) as necessidades do usuário é
importante atentar e relembrar diariamente, como um mantra, algumas
premissas básicas que unem SEO e AI:

  • Facilidade e clareza ao acesso
    das informações
    , indo além de disposição de “blocos informativos”. É
    mais do que urgente deixar caminhos tão claros para os usuários
    encontrarem as informações que buscam em sua navegação, quanto para os
    buscadores que indexarem o site. Tudo tem que estar de acordo e
    harmonicamente funcional para a experiência ser completa. Não adianta
    otimizar para a ferramenta, aliás, cá entre nós: nunca adiantou;
  • Imagens e animações devem ser
    dispostas de modo a conversar com o usuário e complementar as idéias
    textuais
    . Lembre-se dos vários tipos de usuários que chegarão até o site
    com variadas “reservas de vontade”, e aqueles que chegarem com uma
    reserva menor possivelmente não estarão muito animados para leituras,
    ainda que pequenas e bem organizadas. E, falando em SEO, as imagens devem
    estar com suas respectivas tags coerentes e compondo o texto (não fale
    de tomates mostrando imagens de carros vintage vermelhos);
  • Teste sempre. Durante todo o
    processo de criação das telas, testes são fundamentais para “aparar as
    arestas”, antes que o usuário entre em contato e tenha uma navegação
    frustrada. Lembre-se: frustrando o usuário é quase certo o reflexo no
    ranqueamento dos buscadores; portanto, converse com seu cliente e com sua
    equipe e entenda o projeto. Esteja aberto para sugestões de ambos os
    lados e, havendo nicho especifico, se adapte às solicitações que o
    público precisa;
  • Incluir a interatividade como
    regra nos projetos
    . Sim, a grande massa de usuários hoje utiliza, no
    mínimo uma vez por semana, algumas das robustas redes sociais, e eles já estão
    acostumados com a facilidade de enviar, logo após a recepção da
    informação, pequenas mensagens, comentar, seguir, enfim. Sem contar que
    há mensuração de algumas ferramentas de busca de acordo com sua
    “sociabilidade” (sim, estou falando do Google).

Entenda que tudo mudou desde os
idos de 2008 e estamos indo para ambientes que tendem a ter muito
mais autonomia e identidade do que estamos acostumados. Na verdade, o
que era bom, bonito e simpático agora tem mais um adjetivo: famoso. Ou
seja, os websites tenderão a ser irresistíveis.

é arquiteta de informação e designer de experiência. Mantém um site pessoal e o Blog Aiaiai..., onde fala de arquitetura de informação, usabilidade, SEO e webmarketing. Seu Twitter: @irisferrera.

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