Ah, o email. Desperta amor em alguns e ódio em outros. Há até quem pregue o seu fim, alegando que os instant messengers tomarão seu lugar. O que é uma bobagem. O email é imbatível porque seu dono pode ter perfeito controle sobre ele, ao contrário dos MSNs da vida. Tenho usado cada vez menos IMs e concentrando meus canais de comunicação apenas em email e VoIP.
O email não é apenas a minha caixinha de correio digital. Cada vez mais integro os emails do meu Outlook, seja no PC ou no Windows Mobile, às minhas tarefas, contatos e compromissos.
Hoje há excelentes aplicativos de email para diversas plataformas de PDAs e smartphones. Com a popularização do protocolo IMAP, hoje dá para afirmar que dispositivos móveis e desktops são cada vez mais independentes um do outro, bem ao contrário da época dos primeiros Palms.
Nos primórdios da minha vida com um Palm, lá por 2001, gerenciar e-mails nele e no desktop era um ritual. O melhor aplicativo que se tinha na época era o Eudora. Era preciso baixar seus e-mails todos no desktop (eu usava conexão discada), conectar o Palm ao computador e fazer o sincronismo. As mensagens da “caixa de entrada” iam para o Palm, mas nele era possível ler as mensagens e respondê-las, mas não enviá-las. Ficava tudo na `caixa de saída`, e no próximo sincronismo, elas iam para a `caixa de saída` do programa de e-mail do desktop e, enfim, eram despachadas se ele estivesse online. E dá-lhe dial-up outra vez.
Esse era o nosso conceito de wireless na época.
Quando adquiri um modem infravermelho da Psion, declarei independência. Plugava a linha telefônica no bichinho e conectava-o por infravermelho ao Palm. E baixava os emails de qualquer lugar, desde que se tivesse uma linha telefônica fixa à disposição.
Só quando a tecnologia GSM chegou ao país podíamos conectar nossos celulares aos Palms e Pocket PCs por infravermelho e bluetooth e ser “sem fio” de verdade.
Aí surgiu o protocolo IMAP, aquele em que seu computador sincroniza as mensagens da sua máquina com o servidor, uma evolução do padrão POP. Passei a poder ler meus emails novos e antigos, sabendo quais estavam sinalizados como respondidos, urgentes, encaminhados etc. Hoje, quem tem sua vida profissional centralizada em e-mails, não vive sem IMAP.
Complementando, e melhorando o IMAP, há o Exchange. Não só seus emails estão lá, mas também contatos, agendas e tarefas. Usuários corporativos amam o Exchange. Mas ele é vantajoso para qualquer pessoa e um alento caso seu dispositivo móvel dê pau e você esteja longe de casa.
Creio que quando o assunto é correio eletrônico móvel ninguém bate o Blackberry. Não só pela tecnologia Push (as outras plataformas já a usam também), mas principalmente pela autonomia da bateria com o Push ativado. Push é quando você recebe a notificação da chegada do email na hora que ele adentra seu inbox. Para muitos executivos, essa instantaneidade pode ser a diferença na hora de fechar um negócio. Ou motivo de estresse sem fim.
Graças ao iPhone, muita gente está tomando gosto pela internet móvel, mandando emails ou navegando pelo excelente Safari. Você acha que o email vai morrer? Reveja seus conceitos, o email móvel vai simplesmente virar febre. Estamos só engatinhando…
Artigo originalmente publicado e na íntegra no blog Garota Sem Fio.




