Quem
já não passou pela situação de tentar ligar um dispositivo
elétrico e se deparou com uma incompatibilidade entre o plugue do
aparelho e a tomada na parede? Daí surgem as “alternativas” como
aqueles adaptadores grandes e muitas vezes inseguros para conversão
dos conectores.
Assim
como este problema, convivemos diariamente com muitas outras
incompatibilidades, como formatos de arquivos, sistemas operacionais
diferentes (para computadores e celulares), sistemas de mensagens
instantâneas que não “conversam” entre si, sem falar na
quantidade cada vez maior de controles remotos que temos que
“administrar” para assistir à TV ou a um filme.
Esses
são só alguns dos milhares de exemplos que demonstram que a falta
de padrões pode ser uma grande dor de cabeça para usuários.
A
solução definitiva para essa questão é a padronização. Parece
simples, mas encontrar o equilíbrio entre interesses de mercado,
comerciais e políticos nem sempre é fácil. Mesmo assim os padrões
são cada vez mais necessários.
O
padrão Brasileiro para plugues elétricos está em fase transição.
Desde o final do ano passado quem precisou comprar uma tomada já não
tinha escolha e teve que levar para casa um plugue do novo modelo.
Como os eletrodomésticos que temos em casa não são compatíveis
com o novo padrão, os “conversores” estão em alta. Nem bem a
alteração foi feita e já temos ações judiciais questionando a
mudança. Isso só gera insegurança quanto à adoção ou não do
padrão.
Outro
item que é fonte de incompatibilidade são os formatos de arquivos, e
já são mais de 1000 tipos diferentes, cada um utilizado
praticamente por uma única aplicação. Além de um contrassenso,
isso gera uma situação em que os arquivos ficam associados à
aplicação tolhendo o usuário de poder utilizar a informação ali
gravada em outro programa.
Hoje
temos os formatos desenvolvidos pela ODF (OpenDocument Format
Alliance), que tem o endosso de governos internacionais e o apoio de
grandes plataformas. Esses formatos são baseados em XML, que faz com
que documentos do pacote Office sejam todos compatíveis. Falta a
Microsoft apoiar a iniciativa (por que será que ela ainda não
adotou o formato?).
Mas
não temos apenas exemplos de confusão. Em breve estaremos livres
dessa imensa variedade de carregadores de celular. Em 2009, a maioria
dos grandes fabricantes de celulares (com exceção da Apple, por
motivos óbvios) concordou em padronizar os carregadores de celulares
e smartphones com o conector Micro-USB. Pelo acordo isso deve ser
feito até 2012. Assim, um só tipo de carregador será necessário.







