Estamos próximos de uma eleição 100% sem fraudes. Onde cada um terá a consciência e a tecnologia definitivamente na ponta do dedo, evitando qualquer tipo de falha ou erro de identificação.
No dia 3 de outubro, eleitores de 60 municípios brasileiros irão se identificar nas zonas eleitorais tendo apenas a digital como documento. Isso mesmo! Trata-se da Biometria, uma tecnologia que permite identificar as pessoas por suas características biológicas únicas. Essa identificação pode vir através da íris, com a retina, impressão digital, voz, ou formato do rosto e mão. Dos mais de 6 bilhões de habitantes do planeta, nenhum tem impressões digitais iguais a dos outros.
É um passo que demonstra que o Brasil, de novo, dá um passo à diante da tecnologia eleitoral. Nossa famosa maquininha, a urna eletrônica, já foi importada por vários países do Mundo. Somos referência mundial neste setor.
A identificação através da impressão digital derrubará pela metade o tempo de votação de um eleitor. Ele entrará na sua seção eleitoral, colocará o polegar em um pequeno aparelho (leitor da digital) e já estará devidamente identificado e autorizado a votar.
Apesar da novidade, o Tribunal Superior Eleitoral se estrutura e com calma fará toda a leitura digital do eleitorado. Tanto que, a previsão, é de que em um intervalo de oito anos todas as cidades do Brasil estejam devidamente recadastradas biometricamente.
Porém, o passo tecnológico que está sendo dado é enorme. Nas eleições de 2008, apenas três cidades São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO) contaram com a novidade. Nas eleições de outubro, milhares de eleitores de 57 cidades passarão a votar desta maneira.
O procedimento abre as portas para que a Biometria seja, enfim, usada em vários setores da nossa economia e do nosso dia-a-dia. Se todos os empreendimentos e setores públicos tivessem acesso e condições em manter essa tecnologia, poderíamos, apenas com a ponta dos dedos, pagar uma conta em um restaurante ou nos identificar em prestadoras de serviços e operadoras.
Resumiríamos dezenas de documentos que precisamos ter dentro da carteira em apenas carregar o nosso próprio polegar e o melhor, acabaríamos com as fraudes digitais a quais estamos constantemente expostos.
Em um site de agência bancária por exemplo, qualquer operação deveria ser protegida pela identificação da nossa impressão digital. Isso exterminaria com qualquer possibilidade de rastrear os números de nossas contas ou senhas.
Passaríamos a ser a nossa própria senha. Se números e letras misturados nos dão uma falsa proteção quando os criamos ou os digitamos, com nossa impressão digital a segurança seria de 100%.
Com o passar do tempo, o leitor digital deve tornar-se popular, inclusive no preço, tornando essas ações possíveis. Mais o que, sinceramente, eu acho mais legal, é que cada vez mais o país depende apenas das nossas atitudes, da nossa escolha com essas novas tecnologias. Por isso precisamos ter o máximo de consciência ao depositar nosso voto, ou melhor, a ponta do nosso dedo, na urna eletrônica.
O que acha da urna eletrônica e da biometria na eleição?







