Google Search Console mostra consultas do AI Mode no relatório de performance
Perguntas de acompanhamento feitas no modo conversacional da IA do Google aparecem como novas queries no relatório principal, abrindo uma janela para entender o comportamento do usuário em busca generativa.

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O que foi observado
A especialista Anastasia Kourou publicou no LinkedIn um caso curioso: seu relatório de performance no Search Console listava queries estranhas, curtas e fora de contexto, como yes, yes go on e yes, pricing. À primeira vista, parecem lixo de dados. Mas John Mueller, do Google, respondeu apontando a documentação oficial: essas consultas vêm do AI Mode.
A explicação do Google é direta. Segundo a documentação citada por Mueller, quando um usuário faz uma pergunta de acompanhamento dentro do AI Mode, isso conta como uma nova query. Nas palavras do texto oficial: "todos os dados de impressão, posição e clique na nova resposta são contabilizados como vindos dessa nova consulta do usuário".
Ou seja, aquele yes, pricing não é um erro de rastreamento. É o registro de alguém que, no meio de uma conversa com a IA do Google, respondeu afirmativamente a uma sugestão e pediu para ver preços. O fragmento conversacional virou uma linha no seu relatório.
Por que os relatórios são diferentes
Aqui está a distinção que importa. O Google mantém relatórios de performance de IA generativa (que agregam AI Overviews e AI Mode), mas esses relatórios não trazem dados de query. Já o relatório de performance de busca principal, o de sempre, inclui as consultas, e é ali que o Google mistura o tráfego tradicional com o de AI Overviews e AI Mode.
Como Mueller escreveu, o "Search Console inclui informação sobre AI Overviews e AI Mode no relatório de performance geral". A consequência prática: não existe um botão para filtrar "só queries de IA". O tráfego está lá, diluído no meio de tudo.
Como identificar (com as ressalvas)
A comunidade de SEO vem fazendo esse trabalho de garimpo há tempos, procurando padrões que sugiram origem em IA:
- Queries longas e conversacionais, escritas como frases completas em vez de palavras-chave.
- Fragmentos de acompanhamento, como os
yeseyes go ondo exemplo, que só fazem sentido como continuação de um diálogo.
O ponto crítico é honestidade metodológica: isso é inferência, não medição. O Google não etiqueta a origem. Assume-se que essas consultas vêm do AI Mode porque o formato bate com o comportamento conversacional. Ross Tavendale resumiu bem o dilema ao comentar que o "Search Console está registrando as respostas das pessoas ao AI Mode" e perguntar como fazer a engenharia reversa disso.
O que fazer com esse dado
Antes de rebalancear qualquer estratégia, vale medir o tamanho real do fenômeno na sua propriedade:
- Exporte as queries do relatório de performance e filtre por padrões conversacionais (frases longas, termos como "como", "qual", ou fragmentos de acompanhamento).
- Compare o volume dessas queries contra o total. Em muitos sites a fatia ainda é pequena, e superdimensionar o esforço não se justifica.
- Cruze com impressões e cliques para entender se essas consultas geram tráfego real ou só impressão dentro da experiência de IA.
O trade-off é claro: você ganha uma pista sobre como usuários conversam com a IA do Google e quais intenções aparecem no meio do diálogo, mas paga com incerteza, já que não há confirmação da origem. Tratar essa inferência como verdade absoluta pode levar a decisões erradas.
O contexto maior de GEO
Esse caso reforça uma tendência que quem trabalha com descoberta já vem acompanhando: o tráfego está migrando para experiências conversacionais, e as ferramentas de análise ainda estão correndo atrás. Enquanto o Google não separar limpo o dado de IA generativa, cabe a quem publica no Brasil desenvolver o hábito de ler os relatórios com esse novo filtro mental, entendendo que parte das queries agora reflete uma conversa, não uma busca isolada.
O essencial é não confundir sinal com ruído. Aquele yes, pricing no seu relatório não é erro: é um usuário no meio de uma jornada de decisão dentro da IA do Google. Saber ler isso é o primeiro passo para otimizar de verdade para busca conversacional.
Fonte: Search Engine Roundtable
Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.














