Google proíbe nomes bilíngues repetidos no perfil de negócio
Nova regra do Google Business Profiles veta duplicar o nome da empresa em dois idiomas ou alfabetos, mesmo quando a placa física traz as duas versões.

O Google atualizou as diretrizes de representação de negócios no Google Business Profiles com uma regra nova e específica: não é mais permitido repetir "o mesmo nome do negócio em múltiplos alfabetos ou idiomas". A mudança foi documentada na seção de nome das diretrizes e batizada de "Repeated Bilingual Names / Script Transliterations", conforme reportou o Search Engine Roundtable.
Na prática, o Google passou a considerar inaceitável cadastrar algo como Kafiex / カフィエクス ou Burger King バーガーキング. O que ele aceita é apenas a versão em um único alfabeto: Kafiex ou Burger King. O exemplo usado pela empresa foi em japonês, mas a regra vale para qualquer combinação de dois sistemas de escrita ou idiomas.
Por que isso importa fora do Japão
Os exemplos oficiais são japoneses, mas o alcance é global. Como observou a especialista Hiroko Imai no LinkedIn, citada pela fonte, a política "é relevante para qualquer negócio que opere em regiões multilíngues ou de múltiplos alfabetos", incluindo empresas que combinam inglês com árabe, chinês, cirílico ou outros sistemas de escrita.
Para o mercado brasileiro, o impacto direto é menor, já que o país usa predominantemente o alfabeto latino e o português. Mas há cenários concretos onde a regra morde: negócios em regiões de imigração (bairros com forte presença japonesa, chinesa, coreana ou árabe), restaurantes e comércios que cadastram o nome em dois idiomas para atender turistas, e franquias internacionais que replicam a grafia original ao lado da versão local.
Se o seu cliente tem uma listagem tipo Restaurante Sakura / 桜レストラン, ela agora está fora das regras, ainda que a placa na fachada mostre as duas versões.
O ponto mais delicado: a placa não vale mais como desculpa
O detalhe mais importante da revisão é que o Google deixou explícito que nomes em dois alfabetos são proibidos mesmo que apareçam assim na sinalização física da loja. Isso muda uma prática comum: durante anos, donos de negócio usavam fotos da fachada para justificar um nome bilíngue no perfil e destravar aprovações. Esse argumento não funciona mais.
A regra do nome sempre foi uma das que mais geram suspensões de perfil no Google. Violações no campo de nome (adicionar palavras-chave, categoria, cidade ou promoções) são gatilho recorrente de bloqueio, e a duplicação de idiomas agora entra nessa mesma lista de riscos.
O que fazer, e como medir o efeito
A recomendação prática é fazer uma auditoria das listagens (as próprias e as de clientes) para garantir que cada perfil use um único alfabeto principal no nome. O passo a passo é direto:
- Levante os perfis afetados. Priorize negócios em regiões multiculturais e franquias com grafia estrangeira.
- Escolha o alfabeto primário. Em geral, o do idioma predominante do público local, não o da matriz internacional.
- Remova a versão duplicada do campo nome. Se a marca precisa aparecer em outro idioma, o lugar disso é a fachada e o site, não o campo
namedo perfil. - Monitore o status do perfil nos dias seguintes. Vale acompanhar impressões, cliques e chamadas no relatório de desempenho do Business Profile para detectar qualquer queda associada a uma suspensão silenciosa.
O trade-off existe: quem removia a versão duplicada perdia parte da relevância de busca no idioma secundário. Mas manter o nome fora das regras troca um ganho marginal de correspondência por um risco concreto de suspensão total, e um perfil suspenso não aparece em busca nem no Maps. Do ponto de vista de SEO local, é uma conta fácil de fechar: melhor um perfil conforme e visível do que um nome bilíngue derrubado.
Vale reforçar que a mudança é de diretriz, não necessariamente de aplicação imediata em massa. Nem todo perfil bilíngue será suspenso amanhã, mas todos passaram a estar tecnicamente em violação, o que os deixa vulneráveis a denúncias e a varreduras futuras do Google.
Fonte: Search Engine Roundtable
Este artigo foi escrito por Sabrina Santos, colunista de SEO do iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana.







