NOTÍCIA

YouTube gera prejuízo de US$ 470 milhões

De acordo com o jornal espanhol El País, o Google perderá em 2009 cerca de US$ 470 milhões por causa do YouTube.

Mesmo o portal de vídeos sendo sucesso de audiência e conseguindo somente nos EUA mais de 100 milhões de usuários durante o mês de janeiro, o modelo de negócios ainda não é rentável.

Recentemente, o YouTube fechou uma parceira com a Disney para exibir vídeos da companhia. O acordo envolveria videoclipes da Disney e conteúdo da ESPN. E na última segunda-feira também foi divulgada outra parceria com a Sony, para exibir filmes completos no site de vídeos.

A pergunta é: se o Google, que exerce um monopólio de fato no mercado publicitário na internet, não é capaz de gerar benefícios com a publicidade do seu próprio portal de vídeos, quem poderá fazer?

Segundo os cálculos realizados pela firma Credit Suisse, o YouTube não consegue cobrir o que paga por royaltes, nem mesmo com a sua receita publicitária (US$ 182 milhões por 191). Ainda é preciso somar os US$ 399 milhões que ele paga pela largura de banda na web consumida por seus 100 milhões de usuários espalhados pelo mundo.

De qualquer forma, o Google continua com sua aposta no vídeo na internet e negocia com a Sony Pictures para converter o portal em mais um canal de distribuição de filmes do estúdio. Desta maneira, o YouTube poderia oferecer um serviço de vídeo no qual os usuários pagariam para assistir a uma série de conteúdos Premium.

A companhia já firmou acordos com outras páginas, como o Hulu, mas dificilmente poderá oferecer ao YouTube mais do que 15 filmes com exclusividade. Além disso, a Sony conta com sua própria página de vídeos, a crackle.com, onde os usuários podem ver alguns filmes e seu futuro é tornar-se o canal online da Sony.

Talvez, como aponta o site News.com, o erro do Google tenha sido ignorar os pedidos de Hollywood para controlar seus conteúdos sujeitos a direitos autorais, que os usuários colocavam no site de vídeos. As principais empresas tiveram tempo para pensar e encontrar seus próprios modelos de distribuição online.

A história poderia se repetir, dessa vez com os meios de comunicação, que vêem como o Google arrecada milhões e milhões de euros graças aos conteúdos que eles geram.

A defesa do gigante da internet parece clara e insiste mais uma vez: eles trabalham como intermediários e oferecem aos produtores de conteúdo milhões de visitas a cada mês. Sem essa intermediação, os usuários nunca conseguiriam chegar a esses sites.

Contudo, a paciência dos geradores de conteúdo parece ter chegado ao fim. Primeiro, foram os jornais belgas que conseguiram que suas notícias não aparecessem no Google News. Posteriormente, a imprensa francesa pediu ao gigante da internet um acordo para compartilhar as receitas publicitárias.

Agora, chegou a vez do magnata da comunicação Rupert Murdoch e da agência Associated Press. O primeiro ataque foi contra o modelo de negócios do Google News; o segundo foi ainda mais longe, e anunciou que vão entrar com ações legais contra quem utilizar suas informações sem pagar o preço correspondente.

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