NOTÍCIA

Vírus para Windows sequestra arquivos de games

Praga impede acesso a arquivos que salvam progresso e mapas nos games.

Vírus para Windows sequestra arquivos de games
Imagem: Redação iMasters

Uma praga digital distribuída por sites maliciosos e batizada de “TeslaCrypt” consegue cifrar dados de games de computador, impedindo o funcionamento do programa e também “sequestrando” arquivos de “saves”, que gravam o progresso do jogador. O vírus também cifra documentos e outros tipos de arquivo dependendo da sua extensão (terminação do nome).

Segundo Vadim Kotov, especialista da empresa de segurança Bromium, que analisou o código, o vírus criptografa arquivos com 185 extensões diferentes. A empresa publicou um alerta na quinta-feira, 12 de março.

games-segurança

A quantidade de extensões é menor que a de outros códigos semelhantes, mas esta é a praga que mais sequestra arquivos de jogos, explicou Kotov. São pelo menos 20 títulos diferentes, entre eles “World of Warcraft”, “League of Legends”, “BioShock 2”, “Fallout 3” e jogos das séries “The Elder Scrolls” e “Call of Duty”. A loja online de games Steam também é alvo.

Pragas como o “TeslaCrypt” entram na categoria de “ransomware”, um tipo de código malicioso que embaralha os arquivos armazenados no disco e pede que a vítima deposite um valor em dinheiro para receber uma chave capaz de decifrar os dados. É uma forma de “sequestro digital” das informações.

Para que os criminosos obtenham o pagamento da vítima, o “TeslaCrypt” mostra uma mensagem pedindo que seja feita uma transferência para uma carteira virtual da moeda criptográfica Bitcoin. O pagamento deve ser feito até uma data limite. Os criminosos ameaçam apagar para sempre a chave que decifra os arquivos se o valor não for recebido.

O vírus diz utilizar uma criptografia do tipo RSA, mas a análise não localizou nenhum código na praga digital que confirme a palavra dos hackers. Por outro lado, ainda não há meio de decifrar os arquivos sem pagar.

A recomendação é criar backups de arquivos para restaurá-los no caso de uma infecção. Como o “TeslaCrypt” é distribuído em sites maliciosos por meio de brechas de segurança, manter o navegador e os plugins atualizados impede a contaminação do computador.

Com informações de G1

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Mais de Redação iMasters
Ver perfil →