Varejo online totaliza R$ 531,8 milhões em abril no Brasil
A E-Consulting, juntamente com a Camara-e.net (Câmara
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de varejo online (VOL) registrado no mercado brasileiro em abril
deste ano.
O VOL, que representa a soma dos volumes de transações
de automóveis, turismo e bens de consumo (lojas virtuais
e leilões para pessoa física), somou no período
R$ 531,8 milhões – valor 43% maior do que o movimentado
em abril do ano passado e correspondente a 3,1% do varejo total
no país (dados estimados a partir do índice-base
do IBGE).
VOL-Autos
Em abril, o VOL-Automóveis totalizou R$
326,3 milhões – aumento de 41% em relação
ao mesmo período de 2003. As montadoras e revendedoras
de veículos foram responsáveis por 61,4% do total
do VOL.
“O crescimento significativo do VOL-Autos
sinaliza a recuperação do mercado automotivo que,
historicamente, tem sido um bom indicador da recuperação
macro-econômica”, analisa Daniel Domeneghetti, diretor
de Estratégia e Conhecimento da E-Consulting e vice-presidente
de Conhecimento e Métricas da Camara-e.net.
Segundo Cid Torquato, diretor-executivo da Camara-e.net,
“cabe reforçar que o Brasil é líder
mundial em vendas de veículos pela Internet, o que, por
si só, já um indicador extremamente significativo
da pujança do comércio eletrônico varejista
no país.”
VOL-Turismo e Bens de Consumo
O VOL-Turismo e o VOL-Bens de Consumo (VOL-Sem
Autos) movimentaram em abril, respectivamente, R$ 75,1 milhões
e R$ 130,4 milhões. O VOL-Turismo foi responsável
por 14,1 % do total do VOL, ao passo que o VOL-Bens de Consumo
por 24,5%. O VOL-Sem Autos cresceu 38,6% em relação
a abril do ano passado.
“Esses números positivos indicam que
os bens de consumo continuam sólidos como produtos vendidos
pela Internet e que o turismo, em primeira instância, vem
assumindo sua relevância no mundo digital”, afirma
Domeneghetti, que anuncia para julho o lançamento do “Estudo
Setorial sobre Turismo no Brasil”, que inclui o turismo
online, produzido pelo SRC (Strategy Research Center) da E-Consulting
Corp.
“À exceção do Submarino,
as lojas online, maiores representantes do VOL-Bens de Consumo,
correspondem aos varejistas tradicionais que estenderam suas operações
ao mundo virtual, muitas vezes de forma complementar ou diferenciada
em relação às suas operações
off-line, mas com sucesso, criatividade, consistência e
resultados”, acrescenta Torquato.
Para Domeneghetti, “as lojas online que representam
na Web as marcas tradicionais geralmente apresentam ticket médio
muito maior do que suas ‘mães’ físicas
– em alguns casos até vinte vezes maior”.
“Isso significa que, além da concentração
atual de e-consumidores nas classes A e B, o que por definição
eleva o ticket médio, a eficiência operacional do
varejo digital, aliada aos modelos de negócios, permite
maior rentabilidade ao varejista e menores preços ao consumidor
final. Este tem a seu favor as diversas formas de pagamento e
ferramentas online de comparação de produtos e preços,
recheados de informação rica, visual e instantânea,
além dos diversos sites de busca”, complementa Domeneghetti.
“Em geral, os números tanto de usuários
de Internet (hoje perto dos 25 milhões, com quase dez milhões
de correntistas de e-banking) como de compradores online (perto
dos três milhões) e, portanto, do resultado do varejo
online, tendem a aumentar com consistência e velocidade.
Isso significa resultados crescentes, principalmente aos ‘first
movers’, que sobreviveram à primeira onda da Internet
e estão se sedimentando e profissionalizando a cada dia
e que, cada vez mais, se beneficiarão da marca e das possibilidades
de cross-media e cross-channel em suas operações”,
finaliza Torquato.






