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União Europeia aposta €10 bilhões em sete gigafábricas de IA para alcançar EUA e China

Bloco europeu planeja combinar chips avançados, nuvem e data centers em grandes complexos de computação, enquanto o Brasil ainda não tem iniciativa de escala equivalente.

União Europeia aposta €10 bilhões em sete gigafábricas de IA para alcançar EUA e China
Imagem gerada por IA

A Comissão Europeia anunciou que vai financiar sete gigafábricas de inteligência artificialInteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI pelo bloco, com aporte público de €10 bilhões (cerca de US$ 11,5 bilhões), na tentativa de reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China. A informação foi divulgada pela Reuters, via Economic Times.

O que são as gigafábricas

Segundo a Comissão, as instalações vão combinar processadores avançados de IA, software, tecnologia de nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers. Elas se somam às 19 "AI factories" já existentes em vários países da UE, formando uma camada de infraestrutura de computação de grande escala.

O plano original previa cinco gigafábricas, mas o número subiu para sete após "forte interesse" dos países-membros, informou a Comissão. Além dos €10 bilhões públicos, o bloco pretende atrair pelo menos €20 bilhões em investimento privado para os projetos.

"O acesso à escala bruta de poder computacional dentro das Gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento de IA acelera", afirmou a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em comunicado.

Quem pode participar

A disputa é aberta a consórcios ou veículos de propósito específico formados por provedores de tecnologia, provedores de nuvem, entidades públicas e investidores. O processo de licitação (tender) fecha em 12 de novembro, e a Comissão espera anunciar os vencedores no início de 2027. As instalações devem entrar em operação em até 18 meses após a assinatura do contrato.

No lado dos fornecedores de silício, AMD, Nvidia e Qualcomm já assinaram cartas de intenção com a Comissão para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos.

O que isso muda para quem constrói software no Brasil

A aposta europeia expõe um padrão que vem se consolidando na corrida global de IA: infraestrutura de computação virou política de Estado. Estados Unidos, China e agora a União Europeia tratam capacidade de treinar e rodar modelos como ativo estratégico, com dinheiro público direcionando a construção de data centers e a compra de chips.

Para o desenvolvedor brasileiro, isso tem implicações práticas:

O Brasil tem iniciativas próprias em pauta, como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), anunciado pelo governo federal em 2024 com previsão de investimentos em supercomputação. Ainda assim, os valores e o cronograma discutidos aqui não estão na mesma escala do que EUA, China e agora a UE colocam na mesa.

O recado da corrida

O movimento europeu não muda o dia a dia de quem escreve código agora, mas ajuda a entender por que acesso a GPU e capacidade de data center se tornaram gargalo estratégico. Enquanto blocos econômicos disputam quem terá mais poder de computação instalado, decisões técnicas locais (qual nuvem usar, se vale rodar modelos abertos on-premises, como reduzir dependência de um único fornecedor) ganham peso que vai além da arquitetura de software.

Os vencedores da licitação europeia devem ser conhecidos no começo de 2027, e o desenho final das gigafábricas dará mais pistas sobre como o bloco pretende competir no fornecimento de infraestrutura de IA.

Fonte: ET Tech (Índia)

Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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