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Tecnologia para levar filmes 3D para internet está pronta

Depois de muito sucesso nos cinemas, os filmes 3D querem chegar à internet. Entretanto, é necessário ultrapassar o obstáculo da taxa de transmissão.

Isso acontece devido ao fato de os filmes 3D exigirem uma maior velocidade de transmissão do que os filmes 2D. Na prática, são necessárias pelo menos duas imagens para a representação espacial de cada cena – uma tela 3D tem sempre que mostrar duas imagens, uma para o olho esquerdo e outra para o olho direito.

De acordo com pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, a solução seria o formato MVC (Multiview Video Coding). O maior benefício que ele traz é a redução da taxa de dados usada no canal de transmissão, mantendo a mesma qualidade de alta definição.

Thomas Schierl, membro da equipe que está desenvolvendo o formato, esclarece que “o MVC compacta as duas imagens necessárias para o efeito estereoscópico 3D, de forma que a taxa de bits dos filmes é reduzida significativamente.” Além disso, o MVC reduz o tamanho dos filmes 3D em até 40% e poderá ser utilizado para transmissões pela internet e para outros meios, como a tradicional pelo ar (broadcast).

Atualmente, diz Schierl, as TVs 3D limitam-se a reproduzir os filmes em 3D a partir de discos Blu-Ray. O próximo passo será trazer o 3D por meio de transmissões normais, ou através de canais de IPTV funcionando via DSL ou cabo.

O pesquisador acrescenta que, futuramente, será possível assistir aos filmes em 3D sem a necessidade dos óculos. Isso porque o formato MVC possui as características técnicas para codificar e comprimir várias visões da cena.

Explicando mais minuciosamente: quando várias pessoas assistem a um filme, cada uma tem um ângulo diferente de visão. Por isso, elas precisam, individualmente, ter uma visão independente – “o seu próprio filme 3-D”. O formato MVC comprime todos esses pontos de vista em um arquivo compacto, ou em uma stream, que poderá ser decodificado por um receptor adequado, que repassará a informação para a televisão.

Schierl afirma que a tecnologia é compatível com as TVs atuais, já vez que o primeiro quadro a ser transmitido corresponde à visão de uma TV normal, que não será capaz de enxergar os outros quadros e os descartará.

Com informações de Inovação Tecnológica

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