Somente 23% das empresas possuem softwares MDM
Conclusão é de um estudo da empresa de serviços móveis Navita.
Um estudo da empresa de serviços móveis Navita apontou que somente 23% das companhias brasileiras possuem softwares de gestão de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês).
Entre essas empresas, 37% têm a ferramenta há menos de seis meses. O uso também é recente para 13% das companhias, de seis meses a um ano com esse recurso, enquanto 25% utilizam-no há mais de dois anos.
Esse tipo de software gerencia ambientes complexos, especialmente em contextos da tendência do BYOD. De acordo com o levantamento, as várias ferramentas de MDM começaram a ser exploradas comercialmente no Brasil em 2010, e somente entre o final de 2011 e o início de 2012 tornaram-se conhecidas pelas empresas, acompanhando o próprio crescimento das novas plataformas no uso corporativo.
Para que uma companhia encontre a ferramenta mais adequada, primeiramente, é necessário entender a necessidade específica de cada empresa. Além disso, é importante compreender o perfil de risco de cada empresa e o nível de segurança e controle dos dispositivos de cada uma delas. “Com esses dados, pode-se concluir que a maioria das empresas brasileiras não está protegendo suas informações corporativas”, atesta o estudo.
O cenário se torna mais preocupante porque o perfil das corporações que participaram da pesquisa é de grandes companhias, nas quais são esperadas políticas de segurança de alto nível, como as que incorrem no uso de PCs – muitas vezes com as portas USB bloqueadas ou mesmo com softwares de monitoração para evitar o roubo de informação corporativa, por exemplo.
Para a companhia, o crucial para escolha de ferramentas de MDM está nas especificações de cada negócio. Por exemplo, alguns softwares fornecem “containers” seguros, capazes de separar, dentro do mesmo dispositivo, as informações pessoais das corporativas. Nesses containers, todo conteúdo corporativo é armazenado e criptografado. “Todas as necessidades específicas devem ser mapeadas, compreendidas e avaliadas antes da implantação de uma ferramenta de MDM”, recomenda o estudo.
Mesmo sem MDM, existe suporte à mobilidade prestado pelas equipes de TI interna, muitas vezes com níveis insatisfatórios para atender à demanda pelo uso de smartphones e tablets dos funcionários. Segundo a Navita, normalmente é a mesma equipe que trabalha junto ao suporte de e-mail, sem designar um planejamento estratégico para atender à necessidade de prover suporte à mobilidade. Dessa forma, o principal desafio encontrado na gestão da mobilidade é a falta de conhecimento. “A cada novo lançamento ou atualização de sistema operacional, se faz necessária a atualização e, a cada novo aparelho que passa a compor o parque de dispositivos da empresa, é preciso conhecê-lo e tê-lo disponível para conseguir prestar um suporte adequado”, relata o documento.
Entre as recomendações para traçar um programa de suporte móvel está a descrição dos serviços de suporte, homologação de smartphones e tablets, relacionamento e interação com operadoras e definição de processos e SLAs de atendimento, entre outros.
O estudo foi realizado com 204 líderes de Tecnologia da Informação, sendo 41% CIOs e 59% gerentes e analistas de TI.
Com informações de Information Week






