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Serviços online incentivam compartilhamento

O ambiente de entretenimento digital era contra a distribuição de conteúdo na internet, mas essa situação está mudando.

A prova dessa nova postura são as tecnologias que permitem a interoperabilidade de diversos sites. Elas incluem a iniciativa Open Social e a plataforma de desenvolvimento do Facebook, ambas liderando a “widgetização” da web.

Um motivo para essa mudança é o movimento dos mash-ups. Eles são aplicativos que combinam conteúdo e ferramentas de variadas fontes para um propósito específico que não é satisfeito por nenhum dos colaboradores individualmente.

Até a Apple, que é um dos principais exemplos de individualismo, está começando a se relacionar melhor com outras empresas. Junto com a estréia do iPhone 3G, a empresa revelou a loja do iTunes, que só se tornou possível devido à colaboração de desenvolvedores que tiveram acesso à plataforma do celular.

Outra razão para a mudança é a nítida liderança de alguns serviços. Por exemplo, o YouTube é o site de compartilhamento de vídeos, a Wikipedia é a fonte de informação sobre inúmeros assuntos e o Flickr é o mecanismo para divulgar fotos. Melhor do que competir com esse vencedores é fornecer formas mais rápidas e fáceis de incorporá-los.

Nos serviços de música, essa tendência está cada vez mais forte. “Os dias em que era possível criar uma loja de música digital que se bastava e que manteria os usuários sempre dependentes dela já não existem”, disse o CEO da eMusic, David Pakman, “Temos que derrubar as paredes”.

São os novos tempos. No futuro, talvez, os serviços simplesmente permitirão que as pessoas criem um mecanismo customizado, usando suas ferramentas preferidas.

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