NOTÍCIA

Rede chinesa sob controle total

Um novo sistema de controle de acesso ao conteúdo visitado na Rede será implementado em todos os cibercafés da China até o fim do ano. A estratégia é mais uma ação do governo local, que tenta evitar a divulgação de informações contrárias a seu regime autoritário, violando a liberdade dos usuários.


O monitoramento é testado em Xangai. Segundo o Oriental Morning Post , o software será instalado em mais de 110 mil computadores distribuídos por 1.300 cibercafés. O sistema armazena informações pessoais dos usuários – nome, idade e número de identidade – antes que a conexão à internet seja feita.


O governo gastou 7 milhões de iuans (R$ 2.5 milhões) para desenvolver o programa, distribuído gratuitamente nos cibercafés. O Ministério da Cultura em Xangai vai inaugurar um centro para monitorar 24 horas por dia os computadores conectados à Rede. Em seguida, o governo criará um arquivo para armazenar todas as páginas visitadas em uso particular.


As autoridades chinesas afirmam que o monitoramento impedirá que menores vejam pornografia e limitará o funcionamento de pontos de acesso ilegais. Atualmente, a China bloqueia todos os sites que considera pornográficos ou politicamente incorretos.


Para obter a licença, os cibercafés devem manter um registro de páginas visitadas, periodicamente verificado pela polícia. Além disso, toda a correspondência eletrônica que passa pela Rede chinesa é filtrada e pode ser bloqueada.


Segundo um comunicado do ministério da Cultura, todos os locais de acesso à Rede que estejam operando sem licença, incluindo escolas, centros de informática ou salas de pesquisa eletrônica serão fechados. Os menores de idade continuam proibidos de frequentar os cafés com acesso à internet.


O ministro acrescenta que os cibercafés são responsáveis pela disseminação de ”informações prejudiciais” incluindo pornografia, apostas e violência, que estariam causando impacto negativo nas crianças e instabilidade social.


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