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Para Gartner, não haverá mais aplicativos em 2020

De acordo com executivo do Gartner, os algoritmos passarão a fazer todo o trabalho.

Para Gartner, não haverá mais aplicativos em 2020
Imagem: Redação iMasters

Peter Sondergaard, Vice-Presidente sênior de Pesquisa da Gartner, empresa de pesquisa em tecnologia de informação, declarou que “Em 2020, as pessoas não irão usar aplicativos em seus aparelhos. Na realidade, os apps estarão esquecidos. As pessoas vão contar com os assistentes virtuais pra tudo. A era pós-app está vindo”.

De acordo com o executivo, os algoritmos passarão a fazer todo o trabalho. Para ele, num futuro não muito distante, é possível que os algoritmos tomem decisões importantíssimas, “que podem significar vida ou morte”.

Pelo menos atualmente, os algoritmos são um conjunto de regras que ajudam a resolver um problema. A informação chega ao algoritmo e, em seguida, com base nas regras, o resultado é determinado e você tem uma resposta para orientar o que precisa ser feito. Segundo Sondergaard, “no futuro, os algoritmos serão capazes de se ajustarem sozinhos, elaborando novas regras. Os algoritmos também, aparentemente, podem se multiplicar”.

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Conforme divulgado pelo site O Futuro das Coisas, os assistentes virtuais irão criar novos assistentes e robôs irão criar novos robôs. Assim, o executivo acha crucial a criação de algoritmos da forma certa. Ele prevê que a economia algorítmica impulsionará a próxima revolução econômica na era máquina-máquina. As empresas serão valorizadas, não só por terem um Big Data, mas pelos algoritmos que transformam esses dados em ações que, em última análise, afetam os clientes.

Por exemplo, no futuro, se carros autônomos estiverem prestes a colidir, os algoritmos serão responsáveis pelas ações que cada carro deve tomar para proteger seus passageiros. No entanto, isso pode ser assustador, já que os algoritmos podem concluir que, para proteger três passageiros, não há outra escolha senão colocar outro passageiro em risco.

Apesar disso e das previsões sinistras apresentadas em filmes de ficção científica sobre a inteligência artificial, Sondergaard é otimista em relação a elas.

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