O perfil da comunidade de software livre
A curiosidade é a porta de entrada para
os jovens integrantes das comunidades de software livre↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) → no Brasil,
segundo a pesquisa desenvolvida no Coppead pelo Mestre em Administração
Maurício Pires Augusto. A defesa do código aberto
e do fim das patentes é, na maior parte dos casos, o que
determina a permanência das pessoas nesta área. Além
disso, o lado profissional dos grupos, apesar de ainda obscuro,
indica crescimento.
A pesquisa foi realizada durante os meses de julho
e agosto de 2003 com base em 102 questionários.
– Procurei os entrevistados nos grupos de discussão
da Conectiva, Openoffice.org, Debian e Curumin – conta Augusto.
As 18 perguntas da pesquisa foram divididas em
três aspectos que motivariam os desenvolvedores de software
livre. O primeiro seria a questão tecnológica. Os
outros fatores seriam psicológicos e econômicos.
Além disso, os participantes responderam perguntas demográficas.
Ao utilizar uma técnica de estatística,
as questões foram agrupadas em seis assuntos mais importantes
– hobby, reputação, aprendizado, ideologia, lucro
e a capacitação para suporte de outros usuários
de programas com código aberto.
Depois disso, os entrevistados foram divididos
em três grupos com perfis específicos.
– Os hackers, que constituem o grupo maior, com
50%, acreditam que a informação deve ser livre e
orgulham-se de ajudar usuários em dificuldades e de participar
da comunidade. Os estudiosos, 25%, estão mais interessados
em melhorar seus conhecimentos em computação e adaptar
ferramentas de ponta às suas próprias necessidades;
e os profissionais, 25%, buscam oportunidades de transformar seus
conhecimentos em produtos e serviços. É a turma
mais preocupada com a empregabilidade – afirma Augusto.
Ao contrário do que a maioria dos brasileiros
acreditam, as comunidades de software livre não são
recentes. Segundo o estudo, 51% dos participantes já se
dedicam à área há, no mínimo, três
anos.
O resultado da pesquisa também indica que
a maioria dos desenvolvedores são homens – apenas três
mulheres responderam o questionário – e 80% das pessoas
estão na faixa etária de 16 e 35 anos.
A forte presença de uma ideologia nas comunidades
de software livre também aparece na questão relacionada
ao local de uso de programas de código aberto. Dos entrevistados,
67% utilizam os softwares tanto em casa quanto no escritório.
– A principal conclusão da pesquisa é
que o software livre deixou de ser visto apenas como brincadeira
de jovens. O mercado existe, tornando possível aliar o
ideal ao lucro – resume Augusto.











