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Nova onda de ataques cibernéticos atinge bancos e corretoras da Coreia do Sul

Nova onda de ataques cibernéticos atinge bancos e corretoras da Coreia do Sul
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Em resumo

Daishin, Mirae Asset e a corretora de criptomoedas Bithumb foram alvo de invasões em outubro, um mês depois de pesquisadores ligarem um ataque anterior a uma ferramenta de pentest ofensivo baseada em IA.

O que aconteceu

O setor financeiro da Coreia do Sul sofreu uma nova onda de ataques cibernéticos reportada em 28 de outubro de 2026, segundo a TechCrunch. Os alvos desta vez foram a corretora Daishin Securities, a gestora Mirae Asset Global Investments e a exchange de criptomoedas Bithumb.

A Daishin confirmou que o ataque expôs dados pessoais de 38.490 clientes: nomes, e-mails e números de celular. A empresa notificou os afetados, está cooperando com as autoridades e afirma que vai indenizar eventuais perdas conforme exigido por lei.

Mirae Asset e Bithumb também reportaram incidentes separados na quarta-feira (28), segundo a imprensa local, mas nenhuma das duas confirmou até agora se houve vazamento de dados de clientes. FSC (Financial Services Commission), Daishin, Bithumb e Mirae Asset não responderam a pedidos de comentário da TechCrunch até a publicação da reportagem.

A ferramenta de IA por trás da onda anterior

Esta não é a primeira vez em 2026 que instituições financeiras sul-coreanas são atacadas. Cerca de um mês antes, em setembro, uma série de ataques já havia atingido bancos e outras empresas do setor no país, levantando preocupações que vão além dos sistemas bancários tradicionais.

Pesquisadores de segurança ligaram aquela onda de setembro a um hacker suspeito de operar a partir da China, que teria usado uma ferramenta de pentest ofensivo baseada em IA↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → chamada Artex. As autoridades ainda investigam se os incidentes mais recentes, de outubro, têm a mesma origem ou método.

Em resumo: ferramentas de pentest com IA automatizam etapas que antes exigiam um analista humano especializado, como mapear vulnerabilidades, encadear exploits e adaptar a abordagem de ataque em tempo real conforme a defesa reage. Isso reduz o custo e o tempo necessário para montar uma campanha de invasão contra alvos de alto valor, como instituições financeiras.

Resposta do regulador e o que ainda está em aberto

O órgão regulador financeiro da Coreia do Sul pediu reforço nas medidas de cibersegurança↳Segurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps → do setor, segundo autoridades em Seul na mesma quarta-feira. O país também planeja fazer verificações de segurança em dezenas de sistemas de TI do setor privado.

Até a publicação da reportagem da TechCrunch, não havia confirmação oficial de que os ataques de outubro contra Daishin, Mirae e Bithumb usaram a mesma ferramenta ligada ao caso de setembro. A origem exata dos incidentes mais recentes segue sob investigação.

Japão também relatou incidente na mesma semana

Um dia antes, o Japão reportou um incidente de cibersegurança envolvendo a GMO Internet, na sequência de uma série de ataques contra instituições financeiras japonesas. Segundo a TechCrunch, os investigadores ainda não estabeleceram conexão entre os casos do Japão e os da Coreia do Sul, mas a onda em dois dos maiores mercados financeiros da Ásia reforça um padrão regional de fragilidade acumulada em cibersegurança ao longo dos anos.

O que isso muda para quem constrói infraestrutura financeira no Brasil

O caso sul-coreano é um sinal de alerta concreto para quem desenvolve e mantém sistemas financeiros no Brasil, onde PIX, Open Finance e integrações bancárias via API cresceram rápido nos últimos anos. Ferramentas de pentest ofensivo com IA não são exclusividade de grupos estatais: à medida que ficam mais acessíveis, a defesa também precisa incorporar IA, e não só regras estáticas de firewall ou WAF.

Na prática, isso significa repensar algumas camadas comuns em arquiteturas de fintechs e bancos digitais brasileiros:

O episódio ainda não tem uma conclusão fechada nem do lado técnico (não se sabe se Artex ou ferramenta similar foi usada em outubro) nem do lado regulatório (o resultado das verificações anunciadas pelo governo sul-coreano em sistemas privados). Para times de segurança no Brasil, a lição disponível hoje é menos sobre o nome da ferramenta e mais sobre o ritmo: ataques automatizados por IA contra o setor financeiro deixaram de ser hipótese de pesquisa e já aparecem em instituições reais, repetidas vezes, no mesmo trimestre.

Fonte: TechCrunch

Highlights

  1. Daishin Securities expôs dados de 38.490 clientes em ataque em 28 de outubro de 2026
  2. Pesquisadores ligaram onda de setembro a ferramenta de pentest com IA chamada Artex operada de China
  3. Brasil precisa incorporar IA em detecção de anomalias; defesas estáticas de firewall ficam obsoletas
  4. Japão também reportou incidente na mesma semana, reforçando fragilidade regional em cibersegurança

Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

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