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Na guerra dos padrões de DVD, ninguém ainda se rendeu

A indústria de produtos eletrônicos gastou bilhões de dólares em uma batalha estúpida e desnecessária entre as duas próximas gerações de padrões de DVD: Blu-ray e HD DVD. E, até o momento, tal iniciativa foi praticamente em vão. Os consumidores não estão tocando nos produtos. Ninguém deseja se arriscar a comprar um aparelho de DVD que só é capaz de reproduzir a metade dos filmes produzidos no mundo.

Espera-se que esta coluna seja uma comemoração do triunfo da tecnologia sobre a teimosia das corporações. Ela é uma revisão de dois aparelhos de formato duplo: aparelhos de DVD capazes de reproduzir tanto os discos. Blu-ray quanto os HD DVD (para não mencionar os DVDs tradicionais). Você poderia adquirir um desses aparelhos- o LG Super Blu BH200 ou o Samsung BD-UP5000- e ficar protegido contra surpresas futuras.

Jamais se preocuparia com a possibilidade de um determinado filme não poder ser reproduzido na sua máquina. E dormiria tranqüilo, sabendo que mesmo se um dos dois padrões perdesse a batalha e desaparecesse, o seu aparelho ainda funcionaria a contento.

Mas há umas duas semanas houve um abalo sísmico nesta guerra dos padrões: a Warner Brothers Entertainment, um dos maiores estúdios de cinema do mundo, anunciou que, a partir de janeiro, lançará os seus filmes em padrão Blu-ray e não em HD DVD. Quando isso ocorrer, três quartos de todos os filmes em alta definição serão fornecidos apenas em Blu-ray.

Vários especialistas aplaudiram a medida da Warner, declarando que a guerra dos padrões de DVD praticamente acabou. Porém, o campo do HD DVD está declarando que ainda não morreu. A Toshiba, a inventora do HD DVD, começou a reduzir os preços da maioria dos seus aparelhos pela metade. Por exemplo, você pode comprar o aparelho básico da empresa, o HD-A3, por US$ 130 online, incluindo sete filmes grátis. Os aparelhos Blu-ray ainda custam pelo menos o dobro disso.

Além do mais a Toshiba observa que todo HD DVD possui uma entrada Ethernet para conexão com a Internet (algo que os aparelhos Blu-ray só começarão a ter neste ano), e que os filmes em HD DVD nunca são “codificados por região” (protegidos contra cópias de forma que só possam ser reproduzidos em uma região do mundo), como ocorre com os discos Blu-ray.

O consórcio HD DVD está prestes a lançar uma enorme guerrilha de marketing, na imprensa e na TV, que enfatiza como ele ainda não morreu.

Por mais insensível que isso possa parecer, o mundo ficaria bem melhor se o HD DVD simplesmente seguisse em frente e perecesse; a prolongada batalha dos padrões está impedindo o florescimento de todo um mundo novo de filmes de alta definição em DVD.

Mas enquanto houver filmes lançados apenas em HD DVD- e nos próximos meses essa lista incluirá “Bee Movie”, “Beowulf”, “The Kite Runner”, “Atonement” e outros títulos populares- esse padrão ainda terá uma força. Portanto, a guerra não terminou, e ainda é arriscado comprar uma máquina de formato único.

O que nos faz retornar aos novos aparelhos de padrão duplo da LG e da Samsung. É verdade que eles podem não ser os modificadores do mundo que seriam antes de a Warner ter feito com que a batalha ficasse favorável ao Blu-ray.

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