Mitos e desafios do Comércio Eletrônico
As empresas já realizavam transações
por meios eletrônicos muito antes da existência da
Internet e da chegada dos acrônimos pontocom, e-Commerce
ou e-Business. Eram organizações de vanguarda, que
processavam enormes volumes de transações e possuíam
recursos para investir em tecnologia da informação.
Inicialmente, isso era feito via troca de arquivos eletrônicos
como meio para comunicar informações sobre pedidos,
pagamentos e outras transações comerciais.
No curso natural de desenvolvimento desses intercâmbios,
evoluíram a tecnologia e diversos processos, em especial
a padronização de vários componentes, com
o objetivo de garantir a interoperabilidade e redução
de custos. Empresas tinham equipes cada vez mais numerosas para
treinar e contribuir com seus parceiros comerciais, com a finalidade
de integrar os layouts dos documentos, protocolos de comunicação,
processos e outras novidades tecnológicas que chegavam
ao mercado em velocidade cada vez maior; o custo tornou-se uma
grande barreira. Diversos fóruns de padronização
nasceram e viabilizaram a evolução neste particular.
Com a maturação desse conceito, conhecido
como EDI – Electronic Data Interchange ou Intercâmbio
Eletrônico de Dados, muitas empresas passaram a utilizá-lo
e, hoje, é a forma como as organizações viabilizam
modelos de negócio, garantem o just in time, o abastecimento
das cadeias e o alto volume de transações.
Porém, apareceram também muitos críticos,
advogando que "este conceito está ultrapassado",
"que é muito complexo", "inviável
para pequenas e microempresas", e outras inverdades. Credito
isto muito mais a uma visão distorcida dos fatos. A alta
complexidade e a dificuldade são resultados do ambiente
no qual os negócios são realizados. Uma série
de processos e tecnologias evoluiu, mas muitos outros ficaram
parados no tempo e o desequilíbrio resultou na tal complexidade.
É importante reduzir as informações
redundantes em cada etapa do processo. Hoje, as organizações
procuram resolver todos os problemas de falta de informação
e comunicação, repetindo as informações:
os dados de empresas e produtos já deviam estar nos cadastros,
mas eles são sempre enviados novamente nos pedidos e demais
documentos eletrônicos.
A EAN promove um conceito chamado SimplEB (Simple Electronic Business),
que facilita os processos e viabiliza a inclusão digital
das organizações hoje marginalizadas. Ele se baseia
em conceitos simples:
* Um comprador, Um
vendedor;
* Condições gerais
de fornecimento e o acordo comercial já estabelecido;
* Realização do pré-alinhamento
de dados cadastrais: dados de produtos, empresas e preços;
* Um único pedido colocado
para entrega única , destinado a local único por
vez; dados pré-alinhados não são comunicados.
* Homogeneidade entre unidade de
embarque, pedido e faturamento;
* Para identificação
de produtos, usar o GTIN por todo o processo: pedido, embarque,
movimentação física e faturamento.
Este modelo está sendo adotado com sucesso
em diversos países da União Européia e os
Estados Unidos. O resultado final é a maior competitividade
das empresas, que sempre resulta em benefício para o consumidor.
Roberto Matsubayashi é
Gerente de Soluções de Negócios da EAN BRASIL






