Microsoft vai hospedar dados fora dos EUA para fugir da espionagem
Segundo executivo da empresa, opção será para clientes não norte-americanos.
A Microsoft vai oferecer a seus clientes a opção de hospedar seus dados fora dos Estados Unidos. A afirmação foi feita por Brad Smith, vice-presidente executivo da Microsoft para assuntos corporativos e jurídicos, ao jornal “Financial Times”.
Até o momento, a iniciativa da Microsoft é a mais direta de uma companhia afetada pelos programas de espionagem cibernética da Agência de Segurança Nacional (NSA), relevadas pelo ex-técnico Edward Snowden.
A opção de armazenar dados corporativos fora dos EUA será dada a clientes não norte-americanos. “As pessoas deveriam ter a habilidade de saber se seus dados estão sendo alvo das leis e do acesso de governos em algum outro país e deveriam ter mais subsídios para fazer uma escolha consciente de onde seus dados residirão”, disse Smith ao jornal.
Em um post no blog corporativo da empresa, Smith afirma que as soluções tomadas pela Microsoft em resposta à ameaça aos seus clientes trazida pela espionagem dos EUA são uma expansão da criptografia para todos os serviços (Outlook.com, Office 365, SkyDrive e Windows Azure), reforço nas proteções legais e aumento na transparência.
Além disso, ele disse que as medidas para ampliar a criptografia “estarão em vigor ao final de 2014, e muitas delas serão aplicadas imediatamente”. Além dos serviços mantidos pela Microsoft, serão criptografados até os desenvolvidos por terceiros que rodem no Windows Azure.
As outras medidas consistem em notificar os clientes corporativos quando entidades governamentais requererem acesso a seus dados e elevar a integridade do código fonte dos serviços da Microsoft para garantir que não haja backdoors pelas quais entidades como a NSA teriam acesso aos sistemas.
Ao “Financial Times”, acrescentou que, apesar de hospedar os dados fora dos Estados Unidos seja mais custoso, pode ser uma decisão estratégica. “[Esse custo] significa que você ignora o que os consumidores querem? Isso não é uma estratégia inteligente de negócio.”
Com informações de G1







