Mercado desenvolve tecnologias para proteger dados críticos para os negócios
Na era da mobilidade, empresas buscam blindar dispositivos móveis pessoais e corporativos. Saiba como a indústria pode ajudar.
As organizações não têm como escapar do Bring Your Own Device (BYOD). A indústria garante que tecnologia é o que não falta para ajudar as corporações a enfrentar com segurança o furacão da mobilidade. A Cisco, por exemplo, investiu em Unified Access, que unifica o acesso do usuário móvel e controla a entrada no ambiente corporativo. Cada vez que ele se loga, seja por Wi-Fi, 3G ou banda larga fixa, a ferramenta encarrega-se de checar o perfil do funcionário e se o dispositivo está em conformidade com as políticas de segurança, dando ou não permissão para aplicação buscada.
Ghassan Dreibi Junior, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Borderless Networking da Cisco para América Latina, constata que as empresas querem soluções pontuais e não percebem algumas vulnerabilidades. Uma delas é a entrada nas redes Wi-Fi por meio de “gato wireless”, prática que vem sendo aplicada por funcionários que não têm autorização para acessar a rede sem fio.
Nesse caso, os empregados trazem de casa uma espécie de benjamim de hotspot, que conectado ao PC, desvia o acesso da internet para seu dispositivo móvel. “Os funcionários trazem dispositivos 3G para a empresa e tentam entrar na rede Wi-Fi de qualquer jeito. Não adianta impedir”, alerta Dreibi. O executivo da Cisco ressalta que as redes Wi-Fi corporativas são seguras, pois já nasceram com essa característica e exigem senhas para liberação do acesso. O mesmo não acontece com o acesso cabeado via computador que é muito fácil de ser burlado. O PC pede apenas a senha para entrar na estação de trabalho.
Para Rodrigo Rezende, engenheiro de Sistemas da VMware, os CIOs têm de ser rápidos para permitir que os funcionários usem a mobilidade com produtividade sem gerar dor de cabeça. “O dinheiro da TI hoje está nas mãos dos funcionários. São eles que decidem qual dispositivo querem usar e a TI tem de dar liberdade com controle”, recomenda.
A aposta da VMware para apoiar projetos de BYOD são três ferramentas. Uma delas é a Horizon Mobile, direcionada para o usuário final que virtualiza os dispositivos móveis, criando dois ambientes em um único terminal para separar as aplicações pessoais das corporativas. Além de lacrar dados da companhia, a ferramenta permite o uso do recurso Wipe, que apaga informações em caso de perda ou roubo dos aparelhos.
A outra é o sistema WMare View, que virtualiza o PC do usuário, permitindo o acesso pela nuvem por meio de aparelhos wireless. “O acesso é seguro e as pessoas não ficam presas aos dispositivos. É uma forma de reduzir riscos”, garante Rezende. A outra ferramenta é a Horizon Data, que funciona no modelo do Dropbox, para armazenamento e compartilhamento de informações corporativas na nuvem de forma segura.
Para atender à demanda, a Citrix também oferece uma solução de mobilidade que faz a separação dos ambientes corporativo e pessoal nos smarthphones. O software pode ser baixado pelo terminal do usuário, que passa a proteger todas as aplicações da empresa entregues aos funcionários por meio de uma loja virtual, no modelo da Apple Store.
A solução da McAfee para proteção das aplicações móveis é a plataforma Enterprise Mobility Management, com recursos de Mobile Device Management (MDM), para controle das políticas de segurança dos dispositivos móveis. José Antunes, gerente de Sistemas da McAfee Brasil, menciona como exemplo o uso de criptografia, que vem embarcada nos smartphones e que poucas pessoas utilizam esse recurso.
Ascold Szymanskyj, vice-presidente da F-Secure para América Latina, observa que os dispositivos móveis se tornaram estações de trabalho de bolso e precisam ser dotados de sistemas de antivírus e de backup para proteção de dados sigilosos. Como os usuários não dão muita atenção para esse tipo de tecnologia, a companhia finlandesa aliou-se a com operadoras, que oferecem esse serviço na nuvem. No Brasil, por exemplo, há parcerias com empresas como Vivo e CTBC.
Para Wanda Linguevis, gerente de Produtos Ultrabooks da Intel Brasil, o caminho para aumentar a proteção dos dispositivos móveis vai além de software. Por essa razão, os chips de terceira geração da companhia que vão equipar notebooks e ultrabooks serão baseados na plataforma core vPro, camada adicional de segurança para monitorar e deletar informações de equipamentos roubados. Essa arquitetura permite embarcar certificação digital nos equipamentos sem fio.
Com informações de World Computer
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Redação iMasters





