Mercado de TIC no Brasil deve crescer 2,6% em 2016
Segundo IDC, razão para o baixo crescimento de TIC é o difícil cenário da economia brasileira.

Segundo a IDC Brasil, o mercado brasileiro de TIC deve registrar crescimento previsto de 2,6% em 2016 quando comparado ao ano passado. Denis Arcieri, country manager da IDC Brasil, a razão para o baixo crescimento é o difícil cenário da economia brasileira, que condiciona os investimentos e desafia as empresas melhorarem sua eficiência e desenvolverem diferenciais competitivos, abrindo oportunidades para soluções tecnológicas escaláveis e flexíveis, baseadas na terceira plataforma, que são uma tendência importante para o ano.
As vendas de dispositivos, de acordo com Reinaldo Sakis, gerente de Consultoria e Pesquisa Consumer da IDC Brasil, ainda que em queda em comparação ao ano passado e apesar da retração no mercado consumidor, devem ficar em torno de 40 milhões de celulares, 6 milhões de PCs e 5 milhões de tablets comercializados em.
Por sua vez, a Internet das Coisas deve movimentar US$ 4,1 bilhões no Brasil neste ano. No mercado corporativo, as empresas migrarão aplicações tradicionais, como telemetria e monitoramento, para o paradigma de IoT. Fornecedores de equipamentos e desenvolvedores de plataformas, software e soluções industriais intensificarão o lançamento de soluções de IoT customizadas e em escala para as empresas.
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No âmbito doméstico, a IDC constatou que em cerca de 10% dos lares brasileiros entrevistados havia algum dispositivo que transmite e recebe dados por meio da Internet, como consoles de jogos, Smart TVs, ares-condicionados e câmeras de segurança, entre outros. A estimativa para este ano é de que os dispositivos domésticos conectados à Internet movimentarão aproximadamente US$ 37 milhões no Brasil.
Neste ano, os pagamentos móveis superarão os 30% de todas as operações financeiras durante o ano. “O crescimento da população ‘bancarizada’, a base instalada de smartphones habilitados para NFC (Near Fiel Communication) e pagamentos baseados em Digital Wallet fomentarão o mercado de pagamento móvel”, explicou João Paulo Bruder, coordenador de Pesquisas de Telecom da IDC Brasil.
Em relação à mobilidade corporativa, a palavra de ordem em 2016 é segurança. Várias empresas têm adotado soluções móveis para aumentar a eficiência de equipes de campo, equipes de atendimento e colaboradores remotos. Mas se a maior disponibilidade de aplicações de negócios acentuou o interesse por soluções móveis, o aumento de dispositivos com acesso às funcionalidades de negócio também exigirá maior controle por parte das empresas. “Neste ano, cerca de 50% das companhias restringirão o BYOD (Bring Your Own Device ou ‘traga seu próprio dispositivo’) e mais de 70% delas terão algum tipo de controle associado à mobilidade”, disse Luciano Ramos, coordenador de Pesquisa Software da IDC Brasil, que prevê um incremento da preferência por dispositivos providos pela própria empresa.
Cloud continuará crescendo em 2016. A porta de entrada para esse mundo ainda serão os serviços IaaS (Infrastructure as a Service ou “Infraestrutura como Serviço”) em nuvem pública, enquanto PaaS (plataforma como serviço) e SaaS (software como serviço) terão o foco em cargas de trabalho que serão consideradas “corriqueiras” ou de uso geral. A expectativa é de um crescimento de 20% nos serviços de cloud público ao ano, até o final da década. Clouds privadas devem ganhar em organizações que optarem por investir internamente, buscando tecnologias que agilizem a disponibilidade do ambiente, e soluções convergentes continuarão despertando mais interesse entre os gestores de infraestrutura. Mais uma vez, a segurança aparece como fator importante e será um elemento ao mesmo tempo motivador e inibidor para a terceirização dos serviços de TI e/ou de migração para cloud.
Além disso, conseguir diferenciais competitivos e resultados de curto prazo para driblar os efeitos da crise na economia devem impulsionar projetos de Big Data↳Big data16 conteúdosResolvendo desafios de Big Data com Ciência de Dados na UberData · abr 2019Segurança “Data-Driven”: como big data e IA estão redefinindo a detecção de ameaças em tempo realDevSecOps · jan 2026USP lança MBA em Inteligência Artificial e Big DataAI · mar 2024Ver tudo em Data →/Analytics, dando continuidade a uma tendência já apontada em 2015. A previsão é de que esse mercado movimente US$ 811 milhões no Brasil em 2016. A proximidade entre as áreas de TI e de linhas de negócio tem levado a um melhor entendimento das necessidades das empresas, gerando bons resultados. O movimento tende a se intensificar neste ano, com uma expansão do uso e ampliação a novas áreas de negócios. No entanto, a escassez de profissionais com capacitação para esses projetos é uma dificuldade. A questão deve começar a se resolver em 2017, quando entrarão no mercado os alunos formados pelas primeiras turmas de instituições de ensino que iniciaram cursos específicos em 2013/2014. Por outro lado, muitos fabricantes têm “embarcado” Analytics em suas soluções, trazendo benefícios imediatos e pré-formatados para simplificar a adoção e utilização.
Por fim, a IDC indica maior interesse por projetos Social Business e Customer Experience por parte das empresas que buscam se destacar da concorrência no cenário econômico adverso. Até agora, as iniciativas em mídias sociais tinham como objetivo gerar awareness, colaboração e geração de demanda, mas não atraíam tanta receita. Agora, as empresas devem potencializar seus canais sociais, combinados com Big Data e Analytics e mobilidade, para trabalhar com recomendações mais assertivas, análise e previsão de demanda, melhoria na experiência com dispositivos móveis, detecção precoce de problemas e atendimento com maior suporte para respostas e avaliação de sentimento. A IDC Brasil prevê que uma em cada quatro empresas brasileiras iniciarão novos projetos voltados para social em 2016.






