Mercado de TI tradicional não vai acelerar num futuro próximo, prevê Gartner
Gartner divulga novas previsões sobre o futuro da internet das coisas, que criará nova dinâmica no mercado de TI
Apesar do investimento em TI em desaceleração na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), mesmo nessas regiões o mercado estará aquecido devido à criação de uma nova economia em torno da internet das coisas. Para o Gartner, o mercado tradicional de TI não deve crescer a nenhuma taxa mais acelerada que 2,2%, isso se algum dia chegar a níveis acima disso.
“O aumento no crescimento virá do mercado de TI não tradicional. Enquanto em 2015 o mercado de TI e telecomunicações chegará a quase US$ 4 trilhões, a receita incremental gerada pelos fornecedores de ‘internet das coisas’ é estimada a alcançar US$ 309 bilhões por ano em 2020”, conta o vice-presidente sênior do Gartner e o líder global de pesquisa, Peter Sondergaard. Segundo ele, metade desta atividade será de startups, e 80% se concentrará em serviços, não em produtos. “A internet das coisas acelerará rapidamente e puxará tanto receita quanto eficiência de custo”, completou.
Trata-se do conceito de objetos conectados à internet, comunicando-se entre si. Em 2009, havia 2,5 bilhões de dispositivos conectados, a maioria celulares, PCs e tablets. Em 2020, prevê o Gartner, haverá mais de 30 bilhões de aparelhos conectados, das mais variadas naturezas. A consultoria ainda prevê que o valor econômico total agregado à internet das coisas alcance US$ 1,9 trilhão de dólares em 2020, visto por diversas verticais da indústria. As que adotarão primeiro, chamadas early-adopters, são manufatura (15%) e saúde (15%), seguida do setor de seguros (11%).
Exemplos práticos: linhas de produção serão beneficiadas do rastreamento mais eficiente de materiais e componentes, levando à eficiência de custo. Na saúde, por sua vez, dispositivos vestíveis para idosos terão sensores que detectarão falhas e diversas outras condições ligadas à medicação – alertando médicos via mensagem de texto ou e-mail para prevenir quedas ou até mesmo emergências.
A internet das coisas reinventará indústrias em três níveis: processo de negócio, modelo de negócio e momento de negócio. “A um primeiro nível, a tecnologia está melhorando produtos, serviços e processos, além de experiências com clientes e a maneira com a qual trabalhamos nas organizações por meio de parcerias. Fazemos nossas coisas normalmente, mas a digitalização nos permite fazer melhor ou desenvolver melhores produtos em nossa indústria”, completa Hung Le Hong, vice-presidente de pesquisa no Gartner.
A consultoria recomenda que CIOs abracem a tecnologia, adaptando-se e explorando as realidades digitais. As empresas, governos e organizações, contudo, precisam de uma liderança digital capaz de identificar as enormes oportunidades nas mudanças do modelo de negócio. O CIO necessidade ser livre e ligeiro para capturar janelas e agir – novamente, estendendo seu papel além das fronteiras do departamento de TI e atuando na companhia como um todo, finaliza a consultoria.
Com informações de Information Week Brasil






