Mais de 65% dos spams têm informações falsas, diz FTC
Cerca de 65% dos e-mails comerciais não-solicitados,
mais conhecidos como spam, contêm algum tipo de informação
falsa –do produto que é oferecido ao e-mail de retorno–,
segundo a FTC (Comissão Federal do Comércio).
A comissão analisou mil mensagens e descobriu
que 44% delas usa um e-mail inexistente de retorno para esconder
a identidade do remetente ou uma linha de assunto sugerindo que
o e-mail é a resposta a alguma mensagem que você
teria enviado, por exemplo "Re: almoço amanhã".
Isso induz o usuário a abrir o e-mail.
Segundo a FTC, 66% das spams analisados provavelmente
violam leis federais por se tratar de práticas comerciais
ilegais, afirmou Eileen Harrington, diretora associada do FTC.
"O spam é um grande problema de fraude e um dos que
mais precisam de uma resposta agressiva das autoridades",
disse Harrington.
O volume de mensagens comerciais não-solicitadas
explodiu durante os últimos dois anos, segundo a maioria
das estimativas, e provedores de acesso à internet afirmam
que gastam agora milhões de dólares a cada ano para
combater a atividade.
Apesar de muitas leis estaduais dos Estados Unidos
exigirem a identificação "ADV:" na linha
de assunto para caracterizar uma mensagem de propaganda, somente
2% dos spams pesquisados adotam tal prática.
Mais da metade dos Estados dos EUA têm alguma
lei contra spam, mas nenhuma lei nacional foi criada pelo Congresso.
A FTC usou leis comerciais já existentes para interromper
as atividades de 48 produtores de spam desde 1997.
"Sob a legislação atual e as
leis propostas, somente governos podem sugerir processos",
afirma Jason Catlett, presidente da Junkbusters Corp. "O
envio de spam é um jogo de números e a única
maneira de atingir os spammers é ter vários litigantes
contra eles."






