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IBM fará uso de dados no combate a discriminação em reconhecimento facial

28 jun, 2018
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Agora é possível usar dois grandes conjuntos de dados da IBM para o desenvolvimento de sistemas de reconhecimento facial. A empresa liberou o uso como forma de garantir um aumento na precisão desse tipo de tecnologia e, principalmente, reduzir os casos de discriminação que aconteceram recentemente. A ideia é melhorar o treinamento desses sistemas entre diferentes gêneros e etnias, uma vez que eles costumam ser melhores em ler o rosto de indivíduos do gênero masculino e de pele branca.

Isso porque o próprio sistema de reconhecimento facial da IBM foi muito criticado na época de seu lançamento, pela dificuldade em reconhecer indivíduos com pele negra e mulheres. Nestes casos, a taxa de erro seria de 35%, contra apenas 1% de equívocos quando são homens brancos na frente das câmeras. Na época, a companhia se comprometeu a utilizar amostras étnicas mais variadas, além de mais opções de gênero e idade.

reconhecimento facial

O primeiro conjunto contém um milhão de imagens e é voltado para atributos específicos (diferentes tipos de barba, cor dos olhos, cortes de cabelo etc). De acordo com a IBM, esse é o maior banco de imagens já criado para identificação de características. Todas as fotos acompanham indicações textuais e informações, facilitando a inserção e leitura por plataformas de inteligência artificial. O segundo, traz 36 mil fotos, com uma divisão igual entre diferentes faixas etárias, etnias e gêneros. Todas as imagens foram obtidas no Flickr e estão cobertas por uma licença Creative Commons.

Além de soltar o volume de dados, a empresa se compromete, ainda, em estabelecer novas categorias de testes de reconhecimento facial de forma a encontrar casos de discriminação e dificuldades na identificação de elementos específicos. Os primeiros resultados dessa iniciativa, que está sendo tocada junto com membros de universidades, devem aparecer em setembro.

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Com informações de IBM