Grupo de pesquisa por trás do Autogen e do Fara se dissolve dentro da Microsoft
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Pesquisador que ajudou a fundar o AI Frontiers, grupo da Microsoft Research responsável pelo Autogen e pelo agente Fara, anuncia o fim do time após fusão com a Microsoft AI e detalha o choque entre pesquisa e escala pura.
Da criação ao fim, em três anos
Em 2023, logo depois do lançamento do ChatGPT, um grupo de pesquisadores da Microsoft Research concluiu que a área precisava de mais organização para competir em velocidade com outros laboratórios de IA↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI →. Nasceu assim o AI Frontiers (AIF), subdivisão com cerca de 50 pessoas dedicada a projetos de pesquisa coordenados, segundo relato publicado no blog hunch.net, de John Langford, pesquisador que ajudou a fundar o grupo.
No início de setembro de 2026, o AIF foi reorganizado e incorporado à Microsoft AI (MAI), a divisão da empresa liderada por ex-executivos da Inflection AI. Na visão de Langford, juntar os dois times fazia sentido no papel: cada um estava à frente do outro em áreas diferentes. Na prática, segundo ele, a filosofia da liderança vinda da Inflection é incompatível com o trabalho que o AIF fazia.
Nas semanas seguintes à fusão, Langford deixou a Microsoft. Segundo o post, todos os demais integrantes da liderança original do AIF chegaram à mesma conclusão e também saíram da empresa. O grupo não vai mais oferecer o programa de estágios que mantinha todos os anos.
O que a equipe tinha nas mãos
O AIF não era um time pequeno de teoria pura: construiu ferramentas e pesquisas que já circulam fora da Microsoft. Entre os projetos citados no post:
- Autogen: framework de orquestração para aplicações com múltiplos agentes de IA, hoje usado por desenvolvedores fora da Microsoft para construir sistemas agentivos.
- Fara: agente de uso de computador (computer use agent), capaz de operar interfaces gráficas sozinho.
- Next Latent objective: objetivo de treinamento voltado para extrapolação de capacidades do modelo.
- Dion3: versão otimizada do algoritmo Muon, usado em treinamento de modelos.
- Full Bandwidth Transformer: arquitetura que usa recursão para tornar modelos mais potentes sem aumentar o tamanho.
O grupo também criou um monorepo compartilhado por padrão com toda a Microsoft Research, incluindo um pipeline de pré-treinamento em escala que Langford apresentou em outubro, no keynote da COLM (Conference on Language Modeling). Segundo ele, existem ao menos quatro esforços no total dentro da Microsoft tentando construir pipelines de pré-treinamento equivalentes, incluindo o próprio pipeline do AIF (que é público dentro da MSR); os outros três não são públicos.
Considero o foco só em escala tanto equivocado quanto nada divertido.
No original: I consider the scaling-only focus to be both misdirected and not fun.
Fonte: Hacker NewsPesquisa versus escala: a fratura com a Microsoft AI
O atrito central, segundo Langford, é filosófico. A liderança vinda da Inflection AI prioriza escalar modelos (mais dados, mais parâmetros) e trata pesquisa como secundária. Para ele, essa é uma leitura compreensível, mas equivocada, do trade-off entre inovação e tamanho.
Considero o foco só em escala tanto equivocado quanto nada divertido.
John Langford, ex-líder do AI Frontiers na Microsoft ResearchI consider the scaling-only focus to be both misdirected and not fun.
Como contraponto, Langford cita um exemplo concreto: experimentos conduzidos pela ByteDance sugerem que uma variante do Full Bandwidth Transformer consegue qualidade comparável à de um modelo com o dobro do tamanho. Se confirmado em escala de produção, isso significaria cortar pela metade o custo de treinamento e inferência para a mesma capacidade, um número relevante para uma indústria que já investe perto de um trilhão de dólares em infraestrutura de IA.
Em resumo: de um lado, uma aposta em pesquisa que promete ganhos de eficiência difíceis de capturar só com mais GPU; do outro, uma aposta em escala que é mais previsível do ponto de vista de negócio, mesmo custando mais caro por unidade de capacidade.
O que fica em aberto para quem usa Autogen e Fara
Aqui está o ponto que interessa a quem já construiu algo em cima dessas ferramentas: o Autogen é um projeto open source↳Open source71 conteúdosComo o Open Source Está Liberando o Poder da Automação para TodosDev (Back & Front) · out 2025Código aberto: programadores criam software da NASA sem saberDev (Back & Front) · abr 2021N8N: O que é a ferramenta open source que está revolucionando a automação em TI?Dev (Back & Front) · dez 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) → usado por desenvolvedores para orquestrar múltiplos agentes de IA em aplicações reais, e o Fara foi apresentado como um agente capaz de operar interfaces gráficas. Com a saída de toda a liderança que criou e mantinha esses projetos, o post de Langford não traz detalhes sobre o que acontece, daqui para frente, com a manutenção ou o roadmap desses frameworks dentro da Microsoft.
Para times no Brasil que já têm projetos rodando sobre Autogen, isso não significa que o código vá parar de funcionar amanhã: repositórios open source continuam acessíveis independentemente da estrutura interna da empresa. Mas vale acompanhar o ritmo de commits e releases nos próximos meses como sinal prático de quanto suporte oficial o projeto ainda vai receber.
Langford encerra o relato com uma nota pessoal: não é difícil imaginar uma Microsoft futura que volte a ser atrativa para pesquisa, caso a liderança desenvolva, nas palavras dele, um pouco mais de sabedoria sobre como organizar os times para o momento atual da indústria.
Fonte: Hacker News
Highlights
- John Langford e toda liderança original do AI Frontiers saem da Microsoft após fusão com divisão de ex-Inflection
- Autogen e Fara, ferramentas open source usadas por desenvolvedores, perdem mantenedores; roadmap oficial não foi comunicado
- Full Bandwidth Transformer da ByteDance sugere modelo com metade do tamanho com qualidade equivalente, economizando trilhões em IA
- Microsoft AI prioriza escala sobre pesquisa; Langford critica filosofia incompatível entre times reorganizados
- Projetos brasileiros em Autogen devem monitorar commits e releases nos próximos meses para avaliar suporte oficial
Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
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