Google abre Gemini e Busca para apps de terceiros com a Connected Apps Platform
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A nova Connected Apps Platform deixa qualquer desenvolvedor registrar um app para ser acionado dentro do Gemini e, em breve, da Busca do Google. O fluxo passa por servidor MCP, AppFunctions e um console de monitoramento, hoje só em beta para os Estados Unidos.
O Google anunciou nesta quarta-feira (28/10) a Connected Apps Platform, uma via self-service para qualquer empresa ou desenvolvedor registrar seu app para ser usado dentro do Gemini e, em breve, da Busca do Google. A novidade formaliza um recurso que já existia desde o início de 2026, os chamados "apps conectados", que permitem ao usuário vincular um serviço de terceiros e executar ações diretamente pela interface de IA↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → do Google, sem abrir o app original. A diferença agora é que esse acesso deixa de ser curado só por parcerias fechadas e passa a ter um pipeline aberto de submissão, segundo o TechCrunch.
O que muda na prática
Antes, só parceiros selecionados pelo Google apareciam como apps conectados no Gemini. Eram casos como pedir para a IA montar uma playlist no YouTube Music ou desenhar um flyer no Canva, acionando o serviço de terceiro por trás de um comando em linguagem natural. Com a Connected Apps Platform, qualquer dev pode submeter seu próprio app para entrar nesse fluxo, testá-lo e acompanhar métricas de uso depois de publicado.

Em resumo: o Google está transformando o que era uma lista fechada de integrações em um canal de distribuição aberto, parecido com o que uma loja de apps faz para mobile, só que para agentes de IA.
Como é o fluxo técnico de integração
Para entrar na plataforma, o desenvolvedor precisa expor seu app por um servidor MCP hospedado na nuvem, ou por MCP no Android↳Android46 conteúdosAndroid push notifications com Quasar Framework, Firebase e integração com WordPressDev (Back & Front) · mai 2019O X do Xamarin Forms – O guia das funcionalidades nativas - Parte 02: AndroidDev (Back & Front) · abr 2019Modularização de AndroidDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) → usando as AppFunctions APIs. Depois disso, o app é registrado, testado e enviado para avaliação pelo Google Connected Console, a ferramenta de gestão citada pelo Google na fonte.
O Model Context Protocol (MCP) é o protocolo aberto que se tornou padrão de fato para conectar modelos de linguagem a ferramentas e dados externos, e sua adoção pelo Google aqui segue o mesmo caminho que outros provedores de IA já vêm trilhando. Na prática, isso significa que um backend já preparado para expor funções via MCP, algo comum em stacks que já integram agentes como Claude ou GPT, tem boa parte do trabalho de integração reaproveitável para esse fluxo do Google.
Depois de aprovado, o desenvolvedor escolhe onde o app aparece:
- Só no Gemini;
- Só na Busca do Google;
- Ou nos dois ao mesmo tempo.
Uma vez no ar, o Google oferece painéis de tráfego, latência e taxa de erro, além de controle sobre identidade de marca, como logo verificado e conta autenticada, conforme descrito pela fonte.
Quem já está dentro, e o detalhe brasileiro
O Gemini já tem mais de 50 apps conectados em produção, incluindo parceiros como Adobe, Experian, Peloton e a brasileira Localiza, além dos próprios serviços do Google, como Workspace, Fotos, YouTube Music e Google Home, segundo o TechCrunch. A Busca, por enquanto, tem um conjunto bem menor: Instacart, Canva, YouTube Music e Yahoo Fantasy Football são os exemplos citados pela reportagem.
Esses apps que já existem no Gemini vão passar a aparecer também na Busca "nas próximas semanas", segundo o Google. O app de meditação Calm foi anunciado como novo parceiro, com lançamento previsto para Gemini e Busca simultaneamente.
A presença da Localiza na lista de parceiros do Gemini é o dado mais direto para quem trabalha com produto no Brasil: mostra que o programa de parcerias fechado já incluía pelo menos uma empresa brasileira antes mesmo de a submissão abrir para qualquer desenvolvedor.
O paralelo com SEO, e por que ele importa para quem constrói produto
O próprio TechCrunch traça o paralelo: assim como o SEO↳SEO4 conteúdosPor que a transição do SEO clássico para a Otimização de Motores Generativos (GEO) exige que se repense a modelagem semânticaMarketing Tech · mai 2026O impacto da pesquisa e do SEO no comércio eletrônico: insights da State of Search Brasil 5Marketing Tech · fev 2025SEO por Elas 2025: Impulsionando e promovendo mulheres no Marketing DigitalMarketing Tech · fev 2025Ver tudo em Marketing Tech → definiu por décadas como um site aparecia nos resultados de busca, a submissão de um app conectado pode se tornar um dos primeiros rituais de visibilidade na "web agentic", termo que descreve uma internet onde agentes de IA executam tarefas em nome do usuário em vez de só devolver links.
Para quem constrói produto, isso levanta uma pergunta concreta: se um usuário nunca mais abre o app e só interage com ele via Gemini ou Busca, que parte da experiência e da marca sobrevive a essa mediação? O Google promete controle sobre logo e conta autenticada, mas a interface de uso, o fluxo de tela, o próprio app em si, deixa de ser o ponto de contato principal.
O que ainda está em aberto
Alguns pontos relevantes não têm resposta ainda, segundo a própria fonte:
| Pendência | Situação atual |
|---|---|
| Disponibilidade geográfica | Beta restrito a desenvolvedores dos Estados Unidos |
| Data de disponibilidade ampla | Google não informou prazo |
| Modelo de monetização do canal | Não mencionado pela empresa |
| Critérios de aprovação de apps | Não detalhados publicamente |
Para times brasileiros que já expõem funcionalidades via MCP para outros agentes, vale entrar na fila: a plataforma está em preview público com lista de espera, mesmo sem previsão de abertura para fora dos EUA. Quem já tem backend compatível com MCP largou na frente, porque o gargalo citado pelo Google até agora não é técnico, é de rollout geográfico.
O episódio também reforça um movimento mais amplo: ChatGPT e o Muse, da Meta, já experimentam formatos parecidos de app conectado, segundo a reportagem. A disputa não é mais só por ranking de busca, é por qual assistente de IA vira o hub padrão de onde o usuário aciona os serviços que usa no dia a dia, e isso muda a arquitetura de distribuição que product e engenharia vão precisar planejar nos próximos lançamentos.
Fonte: TechCrunch
Este artigo foi escrito por Redação iMasters. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.
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