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Estudo aponta dificuldades dos gestores para lidar com segurança em TI

De acordo com um relatório divulgado pela Check Point Software Technologies no último mês, as empresas brasileiras registram cerca de 47 novas tentativas de ataque por semana, e os incidentes bem sucedidos geram um custo médio de US$ 106.904.

As empresas citaram o uso de dispositivos móveis – incluindo smartphones e tablets – como a maior preocupação em relação à segurança, seguido por dispositivos de mídia removível, como pendrives e redes sociais. Segundo o mesmo relatório, empresas que passaram por ataques direcionados no mundo detectaram que a motivação de 52% dos hackers foi fraude financeira, seguida da intenção de interromper as operações da empresa (42%) e do roubo de dados de clientes (35%). 

Os investimentos em segurança de TI são consequência direta do desenvolvimento da área, que vem enfrentando desafios ligados a controle das informações corporativas, segurança e credibilidade da marca, disponibilidade do ambiente de trabalho, consumo de banda, big dataBig data16 conteúdosResolvendo desafios de Big Data com Ciência de Dados na UberData · abr 2019Segurança “Data-Driven”: como big data e IA estão redefinindo a detecção de ameaças em tempo realDevSecOps · jan 2026USP lança MBA em Inteligência Artificial e Big DataAI · mar 2024Ver tudo em Data , explosão de dados e outros novos processos associados ao crescimento exponencial do volume de dados que tomam parte dentro dessa nova cultura de trabalho.

Para o gerente de segurança da informaçãoSegurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps da Ativas, empresa que desenvolve soluções para TI, Raphael Pereira, as empresas devem se preocupar em definir como lidar com esses novos processos para evitar a perda de receita e o abalo na imagem corporativa. “Todos esses processos refletem na gestão de segurança, investimento que é um fator crucial para continuidade do negócio. É necessário aprender a trabalhar o risco e a continuidade”, afirma.

Entre as soluções apontadas para combater o problema está o investimento em ferramentas de DLP (data loss prevention), que desenvolve funcionalidades como: repositório de dados confidenciais, gerenciamento centralizado, escaneamento de servidores e estações para verificar o funcionamento do agente e monitoramento do tráfego de rede.

Apesar dessa preocupação, a discussão sobre o tema ainda é recente e desconhecida para muitos. A pesquisa apontou que menos da metade das empresas brasileiras (40%) estão aptas a combater os botnets e as ameaças avançadas em ambientes de TI, e apenas 41% mantém programas de conscientização e treinamento atualizados para evitar ataques direcionados.

O crescimento das organizações, a inserção em novos mercados e a aquisição de outras empresas são alguns dos pontos que dificultam a criação de uma cultura comum de segurança dentro da empresa, considerando as vulnerabilidades das novas tecnologias e a necessidade de monitoramento dos parques de tecnologia corporativos. Além disso, o surgimento de novos tipos de negócios cria a necessidade de novas regulamentações e práticas inovadoras, o que resulta em concorrência forte e reforça a preocupação com espionagem industrial e investimentos em retenção de talentos.

De acordo com o advogado Alexandre Atheniense, especialista em Internet Law e Propriedade Intelectual pela Harvard Law School, as empresas que já utilizam recursos tecnológicos ainda não amadureceram como deveriam para se atentarem para a importância de criar uma política efetiva de segurança da informação. “A política ideal é ter um software para coletar informações e regras de proteção e monitoramento que propiciem dados para subsidiar a tomada de decisões pelo gestor”, afirma. Para Raphael, o investimento em segurança da informação deve ser em torno de 8 a 10% do faturamento da empresa de acordo com a maturidade e o ramo do negócio.

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