DeepSeek se aproxima de rodada pré-IPO e mira estreia em bolsa na China em 2027
Segundo o South China Morning Post, a startup chinesa de IA busca captar cerca de 50 bilhões de yuans em uma rodada que a avaliaria em US$ 74 bilhões, preparando terreno para listar no Star Market de Xangai.

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → sediada em Hangzhou, está perto de fechar uma nova rodada de captação que a avaliaria em cerca de 500 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 74 bilhões) antes do investimento, movendo-se em direção a uma possível abertura de capital no Star Market de Xangai. A informação é do South China Morning Post, que ouviu fontes com conhecimento das negociações.
O que está sobre a mesa
Segundo o SCMP, a empresa buscava levantar cerca de 50 bilhões de yuans na rodada, com expectativa de conclusão antes do fim de agosto. Entre os investidores estariam nomes que já participaram da captação anterior, como os fundos de venture capital locais Monolith e Shixiang Capital, além da gigante chinesa de baterias CATL (Contemporary Amperex Technology Limited).
Entre os novos investidores em negociação, as fontes citaram a CPE, a Legend Capital e a Stony Creek Capital, uma firma de private equity focada em semicondutores historicamente ligada a Zhu Yiming, presidente da fabricante de chips ChangXin Memory Technologies e fundador da projetista de chips de memória GigaDevice. Fundos apoiados pela GigaDevice e por veículos de investimento estatais de Hefei também estariam envolvidos.
O que a lista de investidores sinaliza vai além do dinheiro: há forte presença de capital ligado à cadeia de semicondutores e baterias chinesas, um recado sobre a aposta doméstica em construir uma infraestrutura de IA menos dependente de fornecedores externos.
Rumo ao Star Market
A rodada acontece enquanto a DeepSeek começa a se preparar para um possível IPO no Star Market, o mercado de tecnologia da Bolsa de Xangai, muitas vezes comparado à Nasdaq. De acordo com duas fontes ouvidas pelo jornal, a empresa poderia protocolar o pedido de abertura de capital já no fim do ano, mirando a estreia em 2027.
É importante marcar o terreno: trata-se de informação de fontes anônimas, que pediram anonimato por discutirem dados privados. Nem a avaliação, nem o cronograma foram confirmados oficialmente pela DeepSeek. Ainda assim, o movimento se encaixa em uma trajetória que vinha ganhando corpo desde o início de 2025.
Por que a DeepSeek entrou no radar
A DeepSeek ganhou notoriedade global no começo de 2025 ao lançar modelos de linguagem que rivalizavam em desempenho com os da OpenAI e da Anthropic, mas com custos de treinamento reportados muito menores, o que abalou a tese de que a fronteira da IA dependeria necessariamente de investimentos bilionários em computação. A empresa também adotou uma postura de abertura relativa, disponibilizando pesos de modelos, o que a tornou popular entre desenvolvedores fora da China.
Um IPO no Star Market, e não em bolsas dos Estados Unidos, é coerente com o ambiente regulatório: listagens de empresas chinesas de tecnologia em mercados americanos ficaram politicamente sensíveis nos últimos anos, e o mercado de Xangai virou o destino natural para companhias estratégicas do setor.
O que muda para quem desenvolve no Brasil
Para o desenvolvedor brasileiro, o efeito mais direto não é a bolsa em si, mas o que ela representa: uma DeepSeek com mais capital e status de empresa listada tende a acelerar o ritmo de lançamento de modelos e a sustentar por mais tempo uma estratégia de preços agressiva. Isso importa porque a DeepSeek é hoje uma das alternativas de menor custo por token no mercado de APIs de LLM, e boa parte das equipes brasileiras que integram IA em produto olha para a relação custo por chamada como fator decisivo.
Na prática, alguns pontos merecem atenção de quem constrói software por aqui:
- Diversificação de fornecedores. Ter um player forte além de OpenAI, Anthropic e Google reduz o risco de lock-in e dá mais poder de barganha em custos de inferência.
- Modelos com pesos abertos. A abordagem da DeepSeek favorece quem quer rodar modelos em infraestrutura própria ou em nuvens regionais, um caminho relevante para casos com exigência de dados em território nacional.
- Considerações de compliance. Adotar um modelo de origem chinesa em produtos que lidam com dados sensíveis exige avaliar residência de dados e requisitos da LGPD↳LGPD14 conteúdosComo utilizar a LGPD com o objetivo de conformidade e inovação?Gestão Dev & TI · out 2021LGPD coloca pressão inédita nos responsáveis pela tecnologia das empresasData · ago 2021Proteção de dados: LGPD é sancionada e começa a valerData · set 2020Ver tudo em Gestão Dev & TI →, especialmente quando a inferência ocorre em endpoints hospedados fora do Brasil.
O que fica em aberto
Várias peças ainda não estão fechadas. O valor final da rodada, a lista definitiva de investidores, a data de protocolo do IPO e a própria confirmação da avaliação de US$ 74 bilhões seguem no terreno das fontes anônimas. Também não há indicação, na reportagem, de como o capital adicional se traduzirá em novos modelos ou expansão de infraestrutura de atendimento internacional.
O que já é possível dizer é que a corrida por capital na IA deixou de ser um fenômeno restrito ao Vale do Silício. Uma eventual estreia da DeepSeek em bolsa em 2027 colocaria, pela primeira vez, uma empresa de modelos de fronteira chinesa sob o escrutínio de um mercado público, com balanços e metas de crescimento à vista, algo que ajuda a medir o quão sustentável é a tese de IA de baixo custo que a empresa vem defendendo.
Fonte: SCMP Tech
Este artigo foi escrito por Redação iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana. Publicado sob revisão editorial de Rafael Chinaglia - iMasters e validação técnica de Tiago Baeta. Saiba como produzimos no expediente.










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