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Cientistas empacotem bits fotônicos dentro de um chip

Segundo o site Inovação Tecnológica, o efeito quântico explorado nesse trabalho foi a interferência luminosa conhecida como HOM (Hong-Ou-Mandel).

Cientistas empacotem bits fotônicos dentro de um chip
Imagem: Redação iMasters

Um grupo de pesquisadores do Brasil e dos EUA conseguiu confinar, dentro de um chip, um sistema de bits fotônicos, que funcionam com base nas leis da mecânica quântica.

O efeito quântico possibilita codificar mais informações por bit, um fenômeno que está na base da busca pelos computadores quânticos e pelos computadores fotônicos, que substituem a eletricidade pela luz.

A equipe mostrou que o confinamento da luz em uma região muito pequena impõe restrições à sua propagação nas direções transversais ao eixo da sua “estrada”, chamado de guia de ondas, o que define diferentes modos espaciais possíveis para a onda luminosa. Variando a geometria interna, é possível obter vários modos espaciais da onda, várias transições de um modo para o outro e, assim, codificar, para apenas um par de fótons, uma grande quantidade de informações.

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Segundo o site Inovação Tecnológica, o efeito quântico explorado nesse trabalho foi a interferência luminosa conhecida como HOM (Hong-Ou-Mandel). Descoberta em 1987 por Chung Ki Hong, Zhe Yu Ou e Leonard Mandel, essa interferência ocorre quando dois fótons virtualmente idênticos atingem, um de cada lado, um vidro que é 50% transparente e 50% refletor.

Quando os fótons atingem o vidro, quatro situações são possíveis: 1) o fóton que vem de cima é refletido e o fóton que vem de baixo é transmitido; 2) ambos os fótons são transmitidos; 3) ambos os fótons são refletidos; 4) o fóton que vem de cima é transmitido e o fóton que vem de baixo é refletido.

O efeito quântico, descrito pelas chamadas Regras de Feynman, faz com que as situações (2) e (3) se anulem por interferência quântica destrutiva, de modo que o quadro resultante é: ou os dois fótons saem por cima (1) ou os dois fótons saem para baixo (4), mas nunca um fóton para cada lado. “Trata-se de um típico efeito quântico, pois conjuga no mesmo fenômeno um aspecto ondulatório (a interferência) e um aspecto corpuscular (a contagem de dois fótons discretos). O desvio do par de fótons para um lado ou para o outro pode ser considerado um bit de informação”, explicou Paulo Nussenzveig, professor do Instituto de Física da USP.

A grande novidade apresentada pela equipe foi confinar esse fenômeno dentro de um microchip, substituindo o vidro parcialmente transmissor e parcialmente refletor por um guia de onda microscópico.

De acordo com Nussenzveig, o confinamento da luz no minúsculo guia de ondas impõe restrições à sua propagação para as laterais, tentando escapar do guia. Devido à reflexão da luz pelas paredes do guia, e dependendo do comprimento de onda da luz, um efeito de interferência altera a intensidade da onda luminosa, criando o que os físicos chamam de diferentes “modos” espaciais possíveis para a onda.

Assim, variando a geometria interna do guia, é possível obter vários modos espaciais da onda e várias transições de um modo para o outro, o que permite codificar, para cada par de fótons, uma quantidade muito maior de informação. E isto é crucial para qualquer tipo de processador ou sensor: codificar o máximo de informação no mínimo de espaço.

O interesse de uma estrutura assim é codificar mais informação por fóton do que um único bit. Vários grupos, inclusive no Brasil, trabalham com esse objetivo, codificando informação por meio do momento angularAngular30 conteúdosCriando Micro Frontends Angular com Native FederationDev (Back & Front) · mar 2026Angular v21 e o Fim da Cobertura de Testes Exclusivamente em TypeScript: Por Que Precisamos Repensar os Testes de ComponentesDev (Back & Front) · jan 2026Angular 8 é lançado com builder APIs e suporte web workerDev (Back & Front) · mai 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) orbital da luz – a chamada luz torcida. A compactação dentro de um microchip aumenta a viabilidade de utilização tecnológica do fenômeno.

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