Brasil está entre os países mais atrativos para mercado de TI
Conclusão é de uma pesquisa realizada pela KPMG com executivos de companhias norte-americanas do setor.
Uma pesquisa feita pela KPMG com executivos do setor de TI nos EUA apontou que um número maior de empresas de tecnologia querendo aumentar a receita nos próximos dois anos, fora dos Estados Unidos, da China e da Índia.
Ao mesmo tempo, países como Brasil, México, Canadá e Coreia do Sul estão se tornando mais atrativos para eles e, de acordo com o levantamento, os executivos estão cada vez mais preocupados com os custos trabalhistas e com os fabricantes de baixo custo.
Em relação aos mercados geográficos que terão o percentual mais alto de aumento de receita para as suas empresas nos próximos dois anos, os executivos citaram Estados Unidos e China na maioria das vezes, mas esses números estão caindo. 68% dos entrevistados apontaram os Estados Unidos, mas esse percentual está abaixo dos 75% de 2012 e dos 77% de 2011.
Para 1/3 dos participantes, o Brasil é referência para o aumento de receita durante os próximos dois anos, em comparação aos 29% do ano passado, um quarto (26%) dos entrevistados citou o Canadá, 15% deles citaram o México e 14% a Coreia do Sul. Os números referentes aos três últimos países estão entre cinco e seis pontos acima dos números do ano passado, fazendo de 2013 o segundo ano consecutivo de aumento.
“Esses resultados podem ser atribuídos a uma combinação de fatores em outras localidades fora dos Estados Unidos, da China e da Índia, tais como economias em crescimento, investimento em infraestrutura, incentivos à tecnologia e a crescente adoção de tecnologias,” afirma Marcelo Gavioli, sócio-líder da área de Tecnologia da KPMG.
Quando perguntados sobre a barreira mais significativa enfrentada pelas empresas de TI para o crescimento no próximo ano, 38% apontaram os custos trabalhistas como um problema, número maior em relação ao observado no ano passado (20%) e em 2011 (16%). Para 24%, essa barreira é conseguir manter um controle total das tecnologias emergentes. Além disso, a perda de participação de mercado para fabricantes de baixo custo (33%) é considerada a maior ameaça ao modelo de negócios das empresas de tecnologia.
Segundo 38% dos entrevistados, a computação em nuvem e a tecnologia móvel serão os maiores determinantes de receita para as empresas nos próximos três anos. Entre eles, 70% afirmaram que as receitas de cloud e mobilidade atingiram ou superaram as estimativas do ano passado.
Quando o assunto é apenas computação em nuvem, 57% dos participantes disseram que suas empresas adotaram esse sistema. E, apesar de algumas terem encontrado alguns desafios, outras não encontraram nenhum ao integrá-la em suas estratégias e operações de negócios.
Com informações de Computerworld






