Brasil e Peru dão passo importante sobre domínio “.amazon”
Governos dos países conseguiram que o Comitê de Aconselhamento de Governos (GAC) se pronunciasse contra a criação do domínio ".amazon".
Ontem, os governos de Brasil e Peru conseguiram que o Comitê de Aconselhamento de Governos (GAC) se pronunciasse contra a criação do domínio “.amazon”, uma extensão cujos direitos haviam sido solicitados pela empresa Amazon.
O GAC, vinculado à Corporação de Atribuição de Nomes e Números na Internet (ICANN), empresa privada responsável pelos domínios, se pronunciou contra o registro de “.amazon” em reunião em Durban (África do Sul).
Brasil e Peru são contra a criação por entenderem que o domínio se refere à Amazônia, não devendo ser registrado por nenhuma empresa. A decisão do ICANN em relação ao registro dessa extensão sairá em 60 dias. Para a sentença, o organismo levará em conta a opinião do comitê.
Segundo o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Virgílio Almeida, depois da decisão, a corporação provavelmente rejeitará o pedido da Amazon. Recentemente, o GAC se pronunciou contra o registro de “.africa”, e o ICANN negou a proposta por se referir a um ponto geográfico.
Líder mundial da venda no varejo pela Internet, a empresa americana solicitou que seu nome, que significa Amazônia em inglês, se transforme em seu domínio genérico de Internet.
Peru e Brasil também consideram que a concessão da extensão a uma empresa priva o conjunto dos povos da Amazônia de seu direito de usar essa denominação. Os dois governos registraram sua objeção no fim do ano passado através do Comitê Assessor Governamental da ICANN.
De acordo com um porta-voz do Itamaraty, os dois países também contam com o apoio do restante dos integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), composta também por Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Suriname e Venezuela.
Com informações de Info








