Brasil é o 20° entre 30 países analisados em estudo sobre empreendedorismo feminino
Em relação ao índice GEDI do ano passado, o país subiu duas posições no ranking global.
Durante o DWEN – evento global para mulheres empreendedoras, realizado nesta semana em Austin (Estados Unidos) –, a Dell anunciou os resultados do segundo estudo global Gender-GEDI (Global Entrepreneurship and Development Index ou, em português, Índice de Desenvolvimento e Empreendedorismo Global), indicador sobre empreendedorismo feminino ao redor do mundo. Entre os 30 países analisados pelo levantamento deste ano, o Brasil ficou na 20ª posição do ranking, liderado por Estados Unidos, Austrália, Suécia, França e Alemanha, respectivamente.
O Gender-GEDI é a única ferramenta de diagnóstico do mundo que mede, de forma abrangente, o alto potencial de empreendedorismo feminino por meio da análise de ecossistemas empresariais, ambientes de negócios e aspirações individuais. O índice avalia economias desenvolvidas e em desenvolvimento, abrangendo várias regiões e oferecendo uma abordagem sistemática, que permite a comparação entre países e identifica lacunas de dados.
O objetivo da pesquisa foi fornecer ferramentas para orientar líderes e governos na identificação de pontos fortes e fracos dos países em relação ao empreendedorismo feminino, e desenvolver estratégias para criar condições mais favoráveis em seus países para permitir que as empresas fundadas por mulheres prosperem.
Na primeira edição do estudo, realizada em 2013, foram analisados 17 países. Se considerados apenas esses mercados, na comparação com este ano, quatro deles melhoraram suas pontuações (Brasil, Japão, Índia e Reino Unido), quatro apresentaram queda (Malásia, Egito, México e Marrocos), e os outros mantiveram comparativamente suas classificações em ambos os anos.
O Brasil, que no ano anterior ocupava a 14ª colocação, este ano saltou para 12ª posição – se considerados apenas os 17 países avaliados em 2013 –, o que se deve a um crescimento orientado, aumento na exportação e expansão do mercado de startups lideradas por mulheres.
Os países de mais alto desempenho no ranking Gender-GEDI de 2014 são todos membros da OCDE, com economias altamente desenvolvidas e, pelo segundo ano consecutivo, os EUA, com 83 pontos, e a Austrália, com 80 pontos, ficaram nas primeiras posições, seguidos por Suécia (73), França e Alemanha (empatados com 67), Chile (55), Reino Unido (54) e Polônia (51). Os demais 23 países estudados, incluindo o Brasil, receberam uma pontuação de índice geral inferior a 50, entre 100 pontos, o que indica que muitas das condições fundamentais para o alto potencial de desenvolvimento do empreendedorismo feminino geral estão em falta na maioria dos países.
O Gender-GEDI de 2014 mostrou que os países com melhor desempenho não são necessariamente aqueles com os mais altos níveis do PIB, mas sim os que se comprometeram a melhorar as condições para o empreendedorismo feminino em várias frentes ao mesmo tempo.
Abaixo, o ranking de países analisados pelo Gender-GEDI 2014:
1. Estados Unidos
2. Austrália
3. Suécia
4. França
5. Alemanha
6. Chile
7. Reino Unido
8. Polônia
9. Espanha
10. México
11. África do Sul
12. Coréia do Sul
13. China
14. Peru
15. Japão
16. Panamá
17. Tailândia
18. Turquia
19. Rússia
20. Brasil
21. Malásia
22. Jamaica
23. Nigéria
24. Marrocos
25. Gana
26. Índia
27. Uganda
28. Egito
29. Bangladesh
30. Paquistão






