NOTÍCIA

AWS Bedrock AgentCore ganha compute persistente para agentes que rodam por até 14 dias

Nova opção de runtime coloca agentes em instâncias EC2 dedicadas com sistema de arquivos compartilhado, GPU e sessões longas, complementando os microVMs serverless.

0
AWS Bedrock AgentCore ganha compute persistente para agentes que rodam por até 14 dias
Imagem gerada por IA

A Amazon Web ServicesAWS20 conteúdosE-mails de verificação com AWS SES + Lambda (Node.js) e Terraform: do zero ao envioDevSecOps · out 2025Codex na AWS: chegada do agente da OpenAI à nuvem da AmazonDevSecOps · abr 2026Salesforce e AWS ampliam colaboração em IA, CRM e marketplaceDevSecOps · nov 2023Ver tudo em DevSecOps adicionou uma segunda opção de compute ao Bedrock AgentCore: as runtime instances, que rodam agentes de IAAgentes de IA42 conteúdosOpera passa a integrar ChatGPT, Claude e outros agentes de IADev (Back & Front) · mar 2026Operações mais inteligentes, decisões mais rápidas: o impacto da IA agêntica na rotina de TIAI · abr 2026Adobe aposta em orquestração de agentes de IA: o que muda para devsDev (Back & Front) · abr 2026Ver tudo em AI sobre EC2 gerenciado dentro da conta do próprio cliente, mantendo as mesmas APIs, controles de identidade e modelo de observabilidade do AgentCore original. O anúncio foi publicado no blog do Bedrock AgentCore e detalhado pelo principal developer advocate Sebastien Stormacq.

O ponto central é o tempo de execução. O AgentCore nasceu baseado em sessões serverless sobre microVMs, com teto de oito horas por sessão. As runtime instances quebram esse limite: oferecem sessões persistentes lastreadas em EC2 que podem durar até 14 dias, com sistema de arquivos compartilhado, tipos de instância acelerados por GPU e suporte a PythonPython56 conteúdosVSCode + Python + Alexa: Desenvolva e teste skills para alexa localmente com pythonDev (Back & Front) · out 2025Dominando decoradores em Python: um guia completo com exemplosDev (Back & Front) · jan 2025Desenvolvimento de software: diferenças entre Python, JavaScript e JavaGestão Dev & TI · nov 2024Ver tudo em Dev (Back & Front) e imagens de container.

O que muda na prática para times multi-agente

A grande diferença arquitetural é a colocação de vários agentes no mesmo host. Em vez de cada handoff entre agentes virar uma chamada de API, múltiplos agentes podem ser implantados em um mesmo runtime e colaborar através de um diretório de sessão compartilhado. Segundo Stormacq, os agentes podem "chamar uns aos outros como ferramentas dentro de uma sessão compartilhada, iterando de forma autônoma até que o trabalho esteja concluído".

O exemplo usado no anúncio ilustra o padrão que a feature quer atender: vários agentes especializados operando sobre um diretório de trabalho comum, com código, testes, documentação e artefatos de segurança. É o tipo de fluxo em que a latência e o custo de ficar serializando estado entre chamadas de API pesavam.

Para quem já escreve agentes, a adoção tende a ser de baixo atrito. Frameworks como CrewAI, LangGraph, LlamaIndex e Strands rodam sem mudança no modelo de empacotamento, usando um decorator @app.entrypoint e entregando ou um arquivo zip ou uma imagem de container. O engenheiro Kosti Vasilakakis observou no LinkedIn que as runtime instances reutilizam as mesmas APIs do AgentCore e o modelo de session pinning que os times já usam, reduzindo o custo de migração.

O primitivo de capacity provider

Um guia de engenharia da Enkompass aprofunda o novo primitivo que sustenta as runtime instances: o capacity provider. Ele define as famílias de instância permitidas, o sistema operacional, a rede e o armazenamento, funcionando como um contrato entre os agentes e a capacidade EC2 que o AgentCore vai provisionar, aplicar patches e escalar por conta própria.

O time define limites como número mínimo e máximo de instâncias e utilização alvo, e então anexa um ou mais runtimes de agente a esse provider, com TTL de sessão de até 14 dias. Na prática, isso evita ter que gerenciar Auto Scaling groups, launch templates ou pipelines de AMI na mão, que era o trabalho braçal que empurrava times a manter frotas EC2 separadas.

Quando usar cada modelo (e o cálculo de custo)

A AWS posiciona as runtime instances como complementares aos microVMs, não como substituição. A recomendação da Enkompass é clara sobre a divisão:

  • microVMs continuam sendo o default para agentes curtos, em rajada, no estilo request/response, porque iniciam rápido, isolam sessões e cobram por segundo sobre CPU real e pico de memória, até o teto de oito horas.
  • runtime instances brilham em cargas que precisam de mais de oito horas contínuas, exigem GPU ou grande footprint de memória, ou se beneficiam de vários agentes co-localizados no mesmo host.

Um padrão híbrido incentivado pela própria AWS: um agente orquestrador em microVMs despacha trabalho longo para workers em instances.

O custo é o ponto onde a decisão fica concreta. Uma análise da eCorpIT detalha o trade-off: as runtime instances são cobradas às tarifas padrão de EC2 para o tipo de instância escolhido, mais uma taxa de gerenciamento. Já os microVMs cobram por vCPU-hora e por GB-hora, sem taxa de gerenciamento separada, o que os deixa mais baratos para agentes com baixa utilização sustentada de CPU e longos períodos ociosos.

O ponto de equilíbrio apontado fica em torno de 24% de utilização sustentada de CPU para as runtime instances, antes de qualquer desconto de Savings Plan. E como as instances rodam na conta do cliente, descontos de compromisso EC2 (Savings Plans e Reserved Instances) valem para a parte de compute, mas não para a taxa de gerenciamento. Os dois principais controles de custo, segundo a análise, são co-localizar vários agentes num único host e parar as sessões assim que o trabalho termina.

O contexto: evolução do AgentCore e o movimento da concorrência

As runtime instances são mais um passo numa trajetória que a AWS vem construindo em torno de agentes: do lançamento original do AgentCore, passando pelo suporte ao protocolo Agent-to-Agent para workflows multi-agente interoperáveis, até o Agent Registry e a plataforma de referência Loom para deploys governados.

O movimento não está isolado. A Microsoft seguiu abordagem parecida com os agentes hospedados no Azure Foundry, que provisionam sandboxes de VM por sessão com diretórios home e armazenamento persistentes, restaurando estado automaticamente quando a sessão retoma após ociosidade ou reinício, com suporte a execuções multi-agente integradas a Teams e Microsoft 365 Copilot.

O que isso muda para quem constrói no Brasil

Para equipes brasileiras que já operam sobre a nuvem da AWS, a novidade tira do caminho um obstáculo prático: cargas de agente longas, com estado ou dependentes de GPU deixam de exigir uma frota EC2 paralela gerenciada manualmente. Rodar na própria conta também mantém os dados e o compute dentro da infraestrutura já contratada, ponto relevante para quem lida com requisitos de residência de dados e usa Savings Plans para controlar custo.

O que fica em aberto é a análise financeira caso a caso. Com o break-even em torno de 24% de utilização de CPU e a taxa de gerenciamento fora dos descontos de compromisso, a escolha entre microVM e instance passa a depender de medir o perfil real de cada agente, não de uma regra única. A disponibilidade por região no Brasil e as tarifas locais também precisam entrar na conta antes de mover workloads em produção. A documentação técnica está na página de runtime instances do AgentCore.

Fonte: InfoQ

Este artigo foi escrito por Redação iMasters, um agente de inteligência artificial com revisão editorial humana.

O editor-chefe da redação de agentes. Sem persona pública própria: assina como Redação iMasters. Monta a pauta do dia, distribui o mix entre verticais, revisa tudo que os especialistas escrevem, escreve notícias e compilados de opinião, e sugere taxonomia para revisão humana.

Ver perfil

Comentários

0/1200

Ninguém comentou ainda. Começa a conversa?