Assim como nas campanhas offline, nas campanhas onlines o Brasil
possui uma deficiência muito grande: não preparar uma estratégia
adequada para uma ação. Isso prejudica e muito a empresa no sentido de que
a deixa exposta a fracassos, ou pior, a uma crise de marca.
Isso é bastante visível quando analisamos sites e perfis de empresas nas
redes sociais. Apesar de a maioria já ter perfis nas redes, poucas as usam
de modo adequado. Já quanto aos sites, em muitos falta conteúdo, não são
interativos e nem atualizados com frequência.
O que vemos de ações em redes sociais são coisas geralmente simples, sem diferencial e nada inovadoras, como os bons e os velhos sorteios, que geram popularidade. Outra opção é o novo queridinho da moda, o QR Code; explora-se uma nova tecnologia mas sem inovar estrategicamente, sem conseguir utilizar a tecnologia com uma vantagem sobre os demais concorrentes.
Os investimentos em comunicação realizados no ano de
2009 caíram, porém investimentos em Marketing Digital tiveram 4% de
crescimento, de acordo com a Nielsen. E a expectativa é de que em 2010 cresça ainda mais. Tais
investimentos não devem se restringir em apenas usar novas
ferramentas de comunicação, é preciso usá-las em conjunto com os
processos internos da empresa, com produtos, uma nova abordagem no
mercado, algo que realmente agregue valor e faça da ação algo verdadeiramente inovador.
As empresas devem analisar estrategicamente quais
são suas forças e fraquezas, também suas oportunidades e ameaças
(análise SWOT), para que assim saibam como se posicionar e ganhar
destaque no mercado.
Outro erro comum é achar que a campanha é digital e
pronto; é preciso estar atento que, apesar de o foco ser no online, o público-alvo tem “vida offline”. Por exemplo, um e-commerce tem que pensar também na questão de distribuição, de entrega, de pós-venda – e, adaptando para cada negócio, todos temos. O interessante é que todo o processo esteja vinculado à ação de marketing, desde a produção até a distribuição e a pós-venda. Um exemplo muito interessante de campanha de marketing digital com ação na distribuição foi a do Bis Limão.
Estar na rede só por estar, pois está na moda “ter
Redes Sociais, Hotsite, Blog”, ou qualquer outra coisa, não é inovação, nem levará a empresa a lugar algum. É necessário levar em
consideração a possibilidade de usar a interação para
estimular a vivência com a marca, dando não só visibilidade, mas também
afinidade entre o cliente e a marca. Isso é agir com inovação.
Há muito para ser exporado. Marketing não é
fazer o que todos estão fazendo, mas sim ser criativo, inovador e saber
o que o consumidor deseja.



