Carreira Dev

29 jun, 2010

As sete novas tendências do mercado na visão da Cibercultura

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Hoje em dia no mercado é extremamente importante compreender o consumidor para assim saber como atuar para a sua satisfação, é por isso que especialistas ficam de olho no comportamento do consumidor para orientar o mercado. Foi identificado por Clotilde Perez, Coordenadora Geral do Observatório de Tendências Ipsos, com a pesquisa As sete tendências revelam um mundo em busca de composição, sete perfis de consumo. Analisando esses perfis, o Tecnocrata Digital estudou como ele irá afetar a Cibercultura, já que essa tendência tem sido muito influenciada pela mesma, ou vice-versa.
 

1. Go Bubles

Com o avanço das tecnologias de comunicação, o homem tem necessitado e se habituado a fazer tudo ao mesmo tempo. Tempo é uma palavra preciosa para o novo consumidor; e o que era uma opção, hoje é uma condição do mundo globalizado. Devido a isso, não é necessário estar conectado a tudo, pois as informações são muitas, mas sim focar em assuntos específicos para uma melhor concentração.

Devido a isso, o mercado necessitará de informações mais específicas, de fácil acessibilidade e compreensão, a princípio não tão profundas, porém com acesso a essa profundidade de informação caso solicitada. Investir em segmentação de público será muito importante, não é efetivo atirar para todos os lados.
 

2. Hipersense

Foi detectado que o mercado está cada vez mais desejoso de sensações, aqui também entra a questão de segmentação, porém mais voltada para o pessoal do consumidor, pois já não basta apenas um produto que o atenda, tem que identificar e dar prazer. Esse comportamento veio de resultado da massificação orquestrada pela globalização, onde queria se vender para todos. O consumidor na Cibercultura tem uma voz, ideais, ocupações, gosta de se divertir, o que ele consome também deve estar ligado a essas sensações.

Sendo assim, é necessário focar na identidade do consumidor, seu passatempo, ofício, classe e grupo social a que pertence. Vai sobressair no mercado quem investir em relacionamento, de forma que possa participar da vida do cliente.
 

3. Venus Fever

As posições voltam ao eixo, depois das conquistas femininas no mercado. Ambos, homens e mulheres, estavam um tanto perdidos em saber melhor sobre os seus papéis, questionava-se muito sobre quem era mais eficiente em quê. Hoje, o mercado não perde mais tempo em verificar tais características, ele quer eficiência.

Na Cibercultura, isso afeta, e muito, pois se na sociedade offline a mulher alguma vez esteve abaixo do homem, aqui na sociedade online nunca existiu isso, ou talvez não da mesma forma. Tais questionamentos só servem para se perder tempo, a mulher mais profissional ou o homem mais sensível, e daí? O consumidor também não aceita de forma grosseira esse tipo de comparação, então pra que continuar batendo na mesma tecla?
 

4. Living Well

Bem estar é uma expressão que será muito usada, e em tudo, seja na vida familiar, na empresa, no consumo, tudo voltado para o bem estar. E o mercado valorizará mais isso, o consumidor não quer ser mal atendido devido ao fato de a empresa não valorizar o seu funcionário. Essas questões já estão para trás e se a empresa não se adaptou no mercado, terá dificuldades de agora em diante.

Logo, na Cibercultura, onde o consumidor terá contatos pessoais com os colaboradores da empresa, poderá ter uma visão interna de como funcionam as coisas por lá. Logo, seu colaborador tem que estar satisfeito por trabalhar em sua empresa, ou então você perderá muitos clientes sem ficar sabendo. Monitoramento da marca é muito importante, aqui no Brasil ainda não há uma Política Interna para o uso Corporativo da Internet, porém muito tem se discutido, e pelo andar da carruagem, faz mais sentido essa política ser construída pela empresa e pelos colaboradores do que ser imposta, afinal de contas, para a Geração Y, acesso livre às redes de comunicação é bem estar.
 

5. ID Quest

Devido à busca desenfreada do que é novo, fica a culpa por se largar as coisas velhas, logo, é comum consumidores altamente tecnológicos colecionarem coisas antigas. A valorização da pessoa, o histórico de cada indivíduo não deve ser esquecido. O mercado está lembrando de como era o seu município antigamente, produtos com design ‘retrô’, e até mesmo a cultura em si resgata algum comportamento ou característica do passado.

Devido a isso, o e-consumidor também tem esse comportamento, logo, sites mais personalizados que remontam algum grau de afetividade com o consumidor em relação a algum histórico dele é muito importante. Abordar o produto visando ao futuro também é muito interessante, já visualizando a criação dessa ligação.
 

6. My Way

Desfocando um pouco a individualidade do consumidor: o que é para ser trabalhado não é apenas o consumidor em si, mas sim o que ele coopera para a sociedade ou em conjunto com a sociedade. Fortalecimento de grupos, tribos, pensamentos, ideais, mas tudo em conjunto, pois somos uma sociedade e temos que viver para uma.

Assim, responsabilidade social está em foco, não é simplesmente dizer que é punk ou reaggae, mas sim o que os punks ou reaggaes fazem para uma sociedade melhor. Os segmentos de música e de vídeo vão crescer muito na Cibercultura, vai se consumir muito e com baixo custo, devido ao uso abusivo das franquias de gravadoras comercializando a preços exorbitantes.
 

7. Know Your Rights

O consumidor agora possui informação, e ele sabe o que deseja. Logo, essa tendência é a mais atual e mais forte no mercado, ela expressa o consumo crítico e ético. Rebate o capitalismo com a visão focada em apenas lucro, se esquecendo das demais coisas. Vem muito forte na cultura, assim não basta produzir, tem que ser responsável pelo que produz; não basta apenas colocar um rótulo informando que não deve jogar o recipiente no chão, o recipiente tem que ser ecológico.

Na Cibercultura, além de essas questões ficarem claras e evidentes nos mecanismos de comunicação da empresa, devem ser tratadas como produto principal, o carro-chefe, isso porque o consumidor não quer mais ser bombardeado com informações de “compre aqui”, ele está preocupado com se aquele produto é benéfico a ele e à sociedade e se vai atendê-lo. Outro fator a ser citado é que na internet os poderes estão ficando cada dia mais horizontais, onde agora o consumidor pode diretamente falar com a marca e opinar, e a empresa, com o seu papel social, deve atender, caso a opinião seja relevante.