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Bases de dados: comprar ou alugar?

O título do artigo faz lembrar um daqueles famosos anúncios do ramo
imobiliário “Aluga-se Ap. de 1 dormitório” ou “Aluga-se casa de férias”. Mas
não, não se trata disso. As férias para muitos já terminaram e as casas para
alugar ou para comprar não faltarão, certamente. Mas voltemos ao título deste artigo.

Aluga-se? Por que se aluga?

Acredito que muitos empresários, já em atividade ou que estão em preparação para se
lançar no mercado e para alavancar os seus próprios negócios, não conhecem a legislação
referente às bases de dados de terceiros.

Procurando por soluções econômicas para
promover os seus serviços ou produtos, acabam por deparar-se com anúncios que
incentivam a compra de bases de dados. Pelo baixo valor e dimensão das bases de
dados apresentadas, os alegados benefícios acabam por se tornar atrativos.

Essa prática, além de ilegal, em nada beneficia as marcas, pelo contrário.
Geralmente as bases de dados “milagrosas” são recolhidas aleatoriamente na
Internet por quem as pretende vender.

Consequência: negócio nulo e uma reação em cadeia que pode
resultar no desenvolvimento de atitudes altamente nocivas perante a marca, ao
atingir clientes, fornecedores, parceiros e até sistemas informáticos que
deverão bloquear a entrega dos seus e-mails no futuro.

Lembrando: Uma boa reputação demora anos a construir, mas pode ser desfeita num minuto.

Você gostaria que a sua caixa de correio fosse invadida diariamente por dezenas de
e-mails procedentes de empresas que você não conhece e cujo recebimento nunca autorizou?
Não gostaria, não é? Mas é exatamente isso que vai acabar acontecendo com quem receber seus e-mails, caso utilize bases de dados compradas.

Observe este exemplo: o elemento mais importante de uma ação de marketing, seja via e-mail ou mobile, é
a base de dados. Os especialistas dizem que delas dependem 80% do sucesso das
campanhas, sobrando apenas 20% para a criatividade.

Supondo que você esteja gerindo uma loja de esportes e
pretende realizar uma campanha para vender material para a prática de golf,
terá muito mais eficácia se utilizar uma base de dados com 500 contatos de
praticantes ou apreciadores da modalidade do que os 100.000 que adquiriu ou
mesmo que já efetuaram compras na sua loja mas que nem sequer apreciam golf.

A conclusão é óbvia: para que enviar para 100.000 indiscriminadamente se, ao trabalhar
de forma personalizada apenas para aqueles 500, a probabilidade de vender é
imensamente superior?

E o que fazer, então?

  1. Trace, com detalhes, o perfil do público-alvo que pretende atingir;
  2. Solicite o aluguel
    dessa base de dados a uma empresa devidamente autorizada para isso;
  3. Crie uma campanha específica para a captação desses contatos. Recorra a uma “landing page” com um formulário e uma
    oferta para quem se inscrever.

Dessa forma, você rentabilizará o investimento inicial ao obter contatos para a sua
própria base de dados altamente segmentada, para a qual já poderá comunicar em
campanhas futuras.

Conclusão

A construção de uma base de dados requer tempo e paciência. Não existem
fórmulas mágicas. O aluguel de bases de dados pode ser um excelente ponto de
partida mas não é tudo. Cabe a você se relacionar com o seu possível cliente
para que ele confie na sua marca e valorize tudo o quem tem para lhe oferecer.

Talvez você pense que os valores são muito altos. Mas, afinal, quanto vale para você um
novo cliente?

é gestor de comunicação da E-goi Brasil, plataforma com estratégia e inteligência da informação que oferece um alto nível de relacionamento, integrando vários canais digitais.

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