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A IA zarolha do mercado publicitário

Martin Sorrell subiu ao palco da DMEXCO e disse que a publicidade está olhando para o lugar errado na IA. Cannes ficou hipnotizado pela imagem gerada por prompt. A disrupção real, segundo ele, está no planejamento e na compra de mídia.

A IA zarolha do mercado publicitário
Imagem: Pyr Marcondes

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Cannes ficou hipnotizado pela imagem gerada por prompt.

A disrupção real, segundo ele, está no planejamento e na compra de mídia.

Sir Marting Sorrel durante o DMEXCO 2026. Fonte: Marketing Report

250 mil pessoas no mundo fazem esse trabalho hoje.

Não vão fazer por muito tempo.

Ele tem razão. E ainda assim erra o alvo.

Porque mídia também não é a prioridade.

O mercado trata a IA como um Photoshop novo. Ou como uma calculadora mais potente.

Ferramenta de produção.

Ferramenta de eficiência.

Zarolhice.

IA não é ferramenta, é sistema operacional de inteligência e de estratégia.

Sua verdadeira potência não está em fazer a peça mais rápido, nem em comprar a mídia mais barato.

Está na capacidade mercadológica de prever mercados.

De antecipar comportamento.

De entender a demanda antes que ela vire número.

E de mover, de fato, o P&L das marcas no único âmbito que importa: o consumo.

Criatividade é meio. Mídia é meio.

Consumo é o fim.

A publicidade acha que a IA está no negócio de fazer anúncios. Ou de distribuir anúncios.

Está.

Mas é usar Ferrari pra ir na padoca da esquina.

O que ela faz de forma de fato transformadora é saber, antes de todo mundo, o que o consumidor vai querer.

Como as variáveis da economia vão impactar os mercados.

Como as novas tecnologias transformam o negócio das agências e dos anunciantes.

Quem olha para a IA como máquina de produção vai ganhar eficiência.

Quem olha como máquina de inteligência vai ganhar mercado.

Miopia 2.0.

Típica de uma indústria que insiste em enxergar pequeno.

Há décadas.

Pyr Marcondes é sócio-fundador do Macuco Group, jornalista, autor de seis livros, consultor de negócios e palestrante. É sócio e investidor em sete empresas — NetCos, Zedia, Orbit, Templo, MIMO, MyDose e RETIZE — e já realizou quatro saídas bem-sucedidas de investimentos. Sua trajetória inclui cargos de liderança no Grupo Meio & Mensagem e na StarMedia, passagens pelas redações de IstoÉ, Jornal da Tarde e Playboy, além de atuação como sócio e executivo em empresas de publicidade, estratégia digital e marketing, como Grottera & Cia. (TBWA), Digital Strategy e FUN Generation.

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