Marketing TechARTIGO

Nokia N900 aparece no Brasil e tira toda a atenção do N97


A Nokia reuniu os tais “blogueiros e twitteiros formadores de
opinião” para ver, numa calorenta manhã de sábado (24/10), uma gélida palestra
do finlandês Pekka Somerto, o VP de vendas e marketing global da companhia. O povo acordou quando Pekka tirou um N900
do bolso. Flashes espocaram. Durante a parte aberta a perguntas, Pekka
desconversou quando questionei se a Nokia deveria continuar apostando
tanto no Symbian, dada a recepção menos que entusiasmada do N97.
Mas se a sabedoria e empolgação de blogueiros, twitteiros e nerds em
geral dizem alguma coisa, está bastante claro onde a Nokia deve
colocar suas fichas, como mostra essa foto que eu tirei assim que
acabou sua palestra.

Pekka nos lembrou da triste realidade que não há previsão de o N900, que teve sua estréia nos EUA adiada,
ser lançado no Brasil. Mas e quando vier, não vai canibalizar o
mercado? Para o executivo, o celular que roda o Maemo Linux não
concorre com o N97. Ele é algo mais na linha de “computação móvel”.
Numa escala de qual smartphone da Nokia seria mais parecido com um
computador de bolso, Pekko colocou o N97 < E75 < N900 em
escadinha. “O grande diferencial é o funcionamento por janelas”. De
fato o negócio tem mais cara de computador por ter a multitarefa organizada dessa maneira aeropeek, e abrindo cada programa incrivelmente rápido. Veja:

Realmente o fato de a Nokia ainda incluir uma stylus (que eu
pronunciei “stilus”, num tósc-english bizarro) é meio, digamos, cafona.
Mas como o Pekka falou, com o zoom rápido e o kinetic scrolling,
dá pra você decidir se fica só no dedão ou não. O resultado é uma tela
que parece não ser resistiva, bem mais responsiva que o N97 numa
primeira olhada.

Pekka (sim, eu repito porque achei o nome dele engraçadinho) usa no seu dia-a-dia um E72.
Como eu, passou um ano usando o E71. Tentou usar o N97 e o E75 e acabou
voltando para o E71 atualizado (a diferença do E72 é a câmera de 5MP e
um sistema com um leve upgrade). Franco, ele concordou com a minha opinião
de que o E71 faz tudo muito mais rápido que o N97. E que, bizarramente,
é muito mais fácil e rápido de escrever no teclado menor mas pontudinho
dos ESeries do que do slider do modelo mais caro da empresa. Sim, o Symbian S60 v3 parece mais velho a cada dia. Mas ele entrega.


Voltando à foto lá em cima: o curioso é que as pessoas estão
clicando desesperadamente o N900 com N97s – um presente dado pela
organização do Nokiacamp a alguns blogueiros. Um dos objetivos do
evento voltado a mídias sociais era fazer mais gente falar do N97, que
foi lançado com pompa mas ninguém parece ter percebido. Para quem
estava de fora, a estratégia deu certo, pela repentina enxurrada de
posições favoráveis de alguns twiteiros e blogueiros mais comprometidos
com a marca. Mas lá mesmo eu ouvi um bocado de reclamações.

O aparelho do Zumo travou enquanto ele twittava. A lentidão geral incomodava. Um nokiaguru
admitiu a mim que “clicava em abrir mensagem e ia tomar café”. No
evento em si, vários voltavam ao iPhone depois de poucos minutos de
frustrações e mil oks para conectar à internet. Aliás, o N97 que eu
testava travou totalmente. Ninguém sabia o que fazer. Só voltou a
funcionar depois que o Rodrigo Toledo
lembrou como era o master reset do aparelho, que envolve clicar em
várias teclas ao mesmo tempo. Um Konami Code que apagou o pouco que
coloquei na memória, mas ressuscitou o bicho. Eu acho que a Nokia faz
algo meio que criminoso vendendo o smartphone sem a absolutamente
necessária atualização de firmware. A câmera é decente, ao menos, e o
update que está vindo aí é promissor. De qualquer modo, minha segunda opinião (essa é a primeira) é menos favorável ainda.

Mas, hey, me disseram que com muita dedicação, paciência e
customização dá pra transformá-lo em um smartphone muito bom. Mas deixo
essa oportunidade a outra pessoa: o Gizmodo vai dar o N97 que recebi de presente a algum de vocês. Fiquem ligados.

é o patrocinador oficial da seção Gadgets iMasters, e as publicações completas do Gizmodo podem ser lidas em www.gizmodo.com.br.

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