Um
dos objetivos da maioria, senão de todos os negócios, é proporcionar
a melhor experiência de compra aos nossos clientes. Mas como podemos
medir a experiência de compra que estamos proporcionando? Não
parece ser uma pergunta fácil de responder.
Primeiro, devemos
entender o que está relacionado à experiência de compra. Pode-se
elencar desde fatores concretos, como preço e prazo de pagamento, até
questões subjetivas, como qualidade do produto, do atendimento,
conhecimento do produto ou serviço, tratamento personalizado,
serviços adicionais, entre outros. De forma resumida a experiência
de compra pode ser traduzida na sensação de ter feito um ótimo ou
um péssimo negócio.
Uma
experiência de compra bem sucedida, na qual a qualidade percebida está
acima da qualidade prometida, é o que desejamos proporcionar. Mas
como implementar?
Um
dos maiores benefícios dos sistemas de computação, aliados ao fato
de estarem conectados em rede, é a possibilidade de obtenção de
dados, tratamento e disponibilização de conhecimento, extraídos a
partir da análise de informações contidas nos dados coletados. Nos
negócios on-line,
esse processo torna-se ainda mais claro e passível de ser utilizado.
Mas
como podemos “materializar” o conhecimento adquirido através da
análise de dados no sentido de melhorar a experiência de compra dos
nossos clientes? Uma das respostas está na utilização de sistemas
de recomendação. O papel dos sistemas de recomendação é, a
partir de um conjunto de dados, extraírem conhecimento e
disponibilizar algo que agregue valor a quem receba.
Entretanto,
para que todos os benefícios dos Sistemas de Recomendação sejam
percebidos pelos nossos clientes, transformando a experiência
de
compra deles em algo inesquecível, é necessário um
alinhamento entre o negócio e a tecnologia, percebido através
dos oito princípios listados a
seguir:
- Demonstrar
conhecimento sobre os produtos; - Ser
um agente do cliente; - Manter
excelentes serviços nos pontos de contato com o cliente; - Embalar
produtos, não pessoas; - Olhar
o que fazemos; - Revolucionar
o gerenciamento do conhecimento; - Usar
comunidades para criar conteúdo; - Transformar
as próprias comunidades em conteúdo;
A
adoção dos oito princípios acima listados requer um entendimento
prévio de como um sistema de recomendação utiliza as informações.
Precisamos
entender questões como:
-
De onde podem vir as informações utilizadas
pelos Sistemas de Recomendação? -
Qual a importância que cada informação deve
possuir? -
Como informações de diferentes fontes podem
ser relacionadas?
As
respostas a essas questões serão fundamentais para que possamos
obter o melhor ajuste do nosso sistema de recomendação a fim de
alcançarmos as recomendações mais pertinentes a cada cliente.
De
posse das entradas, precisamos avaliar como usaremos as recomendações,
ou seja, como exibi-las aos nossos clientes. Para responder essa
questão, precisamos identificar quais os tipos de cada recomendação
e como elas podem ser sugeridas aos nossos clientes.
De
posse de tantas maneiras de encantar nossos clientes com
recomendações de qualidade precisamos definir o que realmente ele
julgará importante. A próxima etapa é adotar um sistema de
recomendação, encontrar o melhor ajuste, obter feedbacks dos
clientes e usá-los para melhorar o sistema.
Veja
que processo cíclico fantástico. Uma ferramenta em melhoria
contínua, sempre com mais “poder”, incrementado de forma
gratuita por quem utiliza os seus benefícios e que será
recompensado com outros benefícios.
Termino
o artigo com a seguinte frase de Thomas
Carlyle, proferida em 1833:
O
homem é um animal que usa ferramentas, sem ferramentas ele não é
nada, com elas ele é tudo.
A
cada dia torna-se mais perceptível que a ferramenta deixa de ser o
“machado” para ser tornar o conhecimento. Mas isso é assunto
para outro artigo. Até a próxima!






