O Governo norte-americano, em conjunto com a SANS, lança um desafio digital, na busca por jovens talentosos e com competências necessárias para preencher os cargos de profissionais de “cibersegurança”, pesquisadores e guerreiros cibernéticos.
Não é uma brincadeira minha. Atualmente existe no mundo uma pequena gama de profissionais que trabalham combatendo estes tipos de crime. No Brasil há poucas empresas que fazem este tipo de serviço e um estímulo que o Departamento de Defesa norte-americano apresentou foi o desenvolvimento deste desafio.
No Brasil é cada vez maior o número de casos judiciais e investigações administrativas onde filmagens, fotos, ligações, e-mails e outras formas digitais são levantadas para melhor esclarecer a questão apresentada a ser investigada. Dentro de 4 a 5 anos é esperado que a maioria das questões judiciais envolvam a forense computacional, pois evidências digitais estarão diretamente ou indiretamente ligadas aos casos, como hoje estão na vida de todos nós.
Porém, como em todas as novas técnicas e descobertas, o mercado está escasso de profissionais nesta área e mais carente de profissionais certificados em forense digital. Este desafio tem como objetivo apresentar técnicas e os procedimentos necessários para se trabalhar com evidências digitais.
Alguns irão já iniciar como armas de “cibersegurança”. O programa vai fomentar e desenvolver as suas competências e dar acesso à educação avançada e exercícios e, se for caso, permitir que sejam reconhecidos por universidades e empregadores em que suas habilidades podem ter maior valia para a nação.
Este desafio se distribui em três competições distintas entre si:
1. CyberPatriot Defense Competition
Em associação com a Força Aérea Nacional, este desafio busca profissionais que gostam de trabalhar na defesa do ciber espaço.
2. DC3 Digital Forensics Challenge

O Departamento de Defesa, juntamente com o Centro de Cyber Crime, focando a ciber investigação e forense Digital.
3. Netwars Capture-the-Flag Competition
O Instituto SANS lança desafio na busca por jovens que admiram encontrar vulnerabilidades.
Somente o desafio de CyberPatriot é fechado para norte-americanos. Os outros dois podem ser realizados por pessoas de outras nacionalidades. No desafio de Forense Digital (DC3 Digital Forensics Challenge) o Brasil está representado praticamente com todos os Estados (dados da organização do evento), com pelo menos um representante. Esta é a hora de mostrarmos nosso valor.
A iniciativa é uma resposta à crescente preocupação de que os Estados Unidos não terão profissionais de cibersegurança suficientes nos próximos anos. Alguns especialistas têm dito que o país tem cerca de mil peritos cibernéticos de classe mundial, quando precisaria de 20 a 30 vezes esse número (PCWorld).
Somente os inscritos sabem o conteúdo do desafio, mas falando sobre Forense Digital, de acordo com o conteúdo dos outros anos, o que poder se solicitado é o seguinte:
- Detecção de Software suspeito
- Analise de Hash
- Análise de Imagem
- Recuperação de Partição
- Análise de Assinatura
- Reconstrução de Cabeçalho de Arquivos
- Recuperação de Senhas
- Análise de Registro
- Esteganografia Simples
- Encriptação (BitLocker)
- Análise de Skype
- Identificação de Texto Oculto
- MSN Live
- Esteganografia Avançada (Audio Steg)
Entre nos sites, veja como eles são apresentados e, se quiser, se cadastre. É uma ótima forma de aumentarmos nosso nível de conhecimento e demonstramos nossas habilidades.
Faça sozinho ou monte uma equipe de amigos, mas não deixe de entrar neste desafio.
Fiquem com Deus e até o próximo artigo.









