Em um mundo com Android e iOS, será que o Ubuntu Phone OS tem chance?
A Canonical anunciou o Ubuntu Phone OS. Será que ele conseguirá competir de igual para igual com sistemas operacionais como Android e iOS?
Se o ano de 2012 foi bom para o Ubuntu e para Canonical, 2013 promete muito mais. Já no segundo dia do ano, a Canonical anunciou seu mais novo produto (algo que não diz respeito somente ao “universo Linux↳Linux34 conteúdosKali Linux em um Servidor VPS: como, quando e por que usar?DevSecOps · dez 2024Construindo um Windows Service ou Linux Daemon com Worker Service & .NET Core – Parte 2Dev (Back & Front) · jul 2020Criando uma WebApi utilizando .NET, Linux e VSCodeDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em DevSecOps →”, mas um produto que pode chegar às mão de quem nunca pensou em usar Linux ou até mesmo de quem não gosta do Ubuntu): o Ubuntu Phone OS.
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A ideia é boa, mas a pergunta que ecoa por trás disso tudo é: será que o Ubuntu Phone OS tem alguma chance contra o Android e o iOS da Apple?
Se voltarmos no tempo e lembrarmos do lançamento do primeiro iPhone (o 2G), em 2007, constataremos que o mundo ficou espantado com as possibilidades de se ter um sistema operacional completo instalado em um telefone celular. Na época, o Blackberry já imperava, porém a Apple investiu no que os usuários queriam (ou nem sabiam que queriam, mas se tornaria essencial) e que os Blackberrys não tinham: tela totalmente touch, interface bonita, design inovador, atualizações recorrentes de aplicativos, possibilidade de desenvolvimento de novos aplicativos, app store bastante variada e atualizada e etc.
O Google, que já era alvo de boatos sobre seu ingresso no mercado móvel, anunciou o primeiro smartphone com Android do mercado, o HTC Dream, em 2008. Apesar de trilhar na mesma ideologia da Apple com seu iOS, o Google tomou um caminho diferente e decidiu liberar o Android como sistema operacional móvel livre e aberto (apesar de usar alguns firmwares fechados), disponibilizado ROMs para download e firmando parcerias com as principais fabricantes de smartphones do mercado para liberar “Androids para todos os bolsos”; iniciativa que foi decisiva para o sucesso quase que imediato do Android no mundo todo.
Neste meio tempo, algumas empresas e comunidades de desenvolvedores decidiram usar a ideologia do Android e liberar SOs móveis TOTALMENTE Open source, onde podemos citar o WebOS que foi desenvolvido pela Palm e pela HP, o Tizen OS que foi desenvolvido pela Panasonic, Intel e Samsung e o Firefox OS, que de todos os citados é o mais promissor, pois está numa fase bem avançada do seu desenvolvimento.
A Canonical veio de um ano onde o Ubuntu foi muito bem falado fora da comunidade Linux. Tivemos a apresentação do Ubuntu para Android e da Ubuntu TV (outros produtos que, apesar de anunciados, ainda não foram lançados) na CES e no World Mobile Congress, vimos a Valve se interessar nos usuários Linux e decidir liberar seu cliente Steam para Ubuntu, porém dentro da comunidade Linux, o Ubuntu recebeu críticas severas, como por exemplo a implementação da Lente Comercial no Unity, que exibe conteúdos publicitários da Amazon no desktop dos usuários, e o “peso” do Ubuntu em relação a outras distribuições Linux.
Há quem diga que o Mark Shuttleworth é o novo Steve Jobs… Bem, o que ele não é, de fato, é burro! A Canonical, apesar de ser uma empresa voltada ao Open Source, está usando a mesma tática das grandes empresas de tecnologia quem desenvolvem e comercializam produtos fechados (ou por que não dizer a mesma tática que todo o resto do mundo usa): o marketing.
Sinceramente, eu não enxergo uma lacuna de mercado onde o Ubuntu Phone OS possa entrar e competir de igual pra igual com o Android e o iSO: um SO mobile totalmente Open Source não é um produto que reflita a necessidade do mercado e sim a de uma pequena fatia de usuários. Isso é fato! Porém, o marketing é tudo neste mundo, haja vista o Windows Phone 8, que apesar de não ter feito o sucesso que a Microsft esperava, está vendendo bem.
Se a Canonical quer realmente entrar nesta “briga de cachorro grande”, é melhor investir muito bem em marketing, ou se não, o Ubuntu Phone OS – que apesar ao meu ver, será bastante promissor e interativo -, poderá acabar pior que o Windows Phone.
E você, o que acha disso tudo? Na sua concepção, existe mercado para o Ubuntu Phone OS? Será que os usuários Linux seriam os primeiros a consumir este produto ou ele faria mais sucesso fora da comunidade?












