Estamos
cada vez mais cercados de computadores pessoais como desktops,
notebooks e netbooks. Com nossas informações pessoais armazenadas
nestes equipamentos acabamos por nos acostumar, por extrema
necessidade, a usar várias ferramentas de proteção como antivírus,
antispywares e firewalls. Hoje não se admite um computador sem um
destes utilitários, principalmente se ele utiliza o sistema
operacional Windows.
Os
usuários não satisfeitos com suas informações armazenadas nos
computadores agora querem ter acesso a elas a partir de qualquer
lugar e começam a copiá-las para seus dispositivos móveis como
celulares e tablets.
Outra
mudança de comportamento é o acesso as informações remotas feitas
a partir destes pequenos dispositivos. Ações como ler e-mails,
utilização de aplicativos de mensagens instantâneas, o uso de
redes sociais e até o acesso a informações bancárias são feitas
através de celulares.
Com
esta nova realidade muitas questões passam a preocupar os usuários.
Será que estes dispositivos oferecem o mesmo nível de segurança
dos nossos PCs? Como posso fazer para aumentar a segurança no uso
destes dispositivos móveis?
Ao
que parece, no mercado móvel, os fabricantes assumiram para si esta
responsabilidade. Temos o exemplo da Apple que usa controles rígidos
para a aprovação de aplicativos que farão parte de sua loja
virtual que vende programas para seus equipamentos. Mas será que
isto pode deixar seus usuários tranquilos?
Pelo
que acompanhamos até agora este modelo não tem atendido
adequadamente. Frequentemente temos o relato falhas de segurança,
vazamento de informações e denuncia de aplicativos que “roubam”
dados de seus usuários. Este não é um problema exclusivo da
plataforma Apple e também acontece com outros sistemas como o
Android e Symbian.
Para
os usuários as dicas ao utilizar um destes aparelhos são a de
evitar downloads de fontes e sites não confiáveis, manter o sistema
de seu equipamento atualizado e utilizar ferramentas de antivirus
(uma atitude que poucos adotam apesar da existência de várias
opções gratuitas). Por último fique atento as informações que
você copia para o seu celular.
O
certo é que se ainda não aconteceram ataques maciços contra os
dispositivos móveis isto não vai demorar. O interesse para a
geração de códigos maliciosos para estes tipos de gadgets aumenta
com sua popularização e seus volumes de venda são cada vez
maiores. Só para lembrar, o Brasil já conta com 189 milhões de
celulares alcançando a marca de quase 1 aparelho por pessoa.
Por
isto tudo é bom ficar de olho.
Gilberto
Sudré







