Tenho dito que toda nova tecnologia de informação massificada cria uma nova cultura.
Analisemos na tabela abaixo a história das tecnologias de produção de textos, ferramenta principal para externalização de conhecimento:

Com o surgimento dos blogs, observamos a possibilidade do fim de uma desentermediação da produção original para a publicação final.
Mudanças culturais visíveis em processo:
- Não há mais intermediário (sai direto da “fábrica ao consumidor”);
- Não passa por uma fase de produção, edição, etc;
- Não há um baú guardado, tudo está em rede;
- Aumenta-se a velocidade da idéia para a difusão e retroalimentação de quem lê, através de comentários.
O pensador/pesquisador pode hoje, de forma mais rápida e independente, saltar da ideia à difusão.
Essa nova forma de se produzir conhecimento terá, como já está tendo, um forte impacto na sociedade e também na academia.

Da fonte ao consumidor, sem escalas…
Por exemplo:
- fortalecimento do pensador em detrimento das instituições;
- esvaziamento das revistas acadêmicas periódicas on-line ou de papel;
- revisão na forma de se avaliar à produção acadêmica;
(Que tal ser aprovado em um doutorado pela produção em um blog, ao invés de uma tese?)
- aceleração no ciclo de reflexão, produção, retorno e retroalimentação dos pensadores;
- abertura maior da academia para a sociedade;
- profunda revisão da linguagem, com tendência a ser menos normatizada e mais coloquial;
- fim da separação entre produção acadêmica e divulgação acadêmica, está tudo no mesmo lugar;
- virtualização dos laboratórios acadêmicos.

A idéia de uma pessoa isolada, salvando suas idéias no seu HD é algo da Idade Mídia!
O tema valeu um editorial na Nature, na Revista da Faperj e no blog do antenado Aldo Barreto.
Longa vida aos blogs!







