Imagine-se um diretor de cinema, trabalhando em um filme
de ação.
A cena que abre o filme é uma sequência perigosa,
que começa em uma perseguição de carros e
termina em uma grande explosão. Para um diretor de filme
a dor de cabeça pode começar exatamente aí.
Os custos de uma cena como essa são muito altos, e além
de oferecer riscos para a equipe envolvida, podem levar dias na
preparação e execução da cena.
Na contramão desses problemas surge a computação
gráfica, que tem se tornado cada vez mais presente, e com
os mais variados propósitos. A tecnologia, que já foi
utilizada para criar movimentos ou cenas inimagináveis,
agora tem sido utilizada para substituir os atores em cenas de
ação, criando verdadeiros dublês
virtuais.
Afinal, pra quê fazer atores pularem de carros em chamas,
se atirarem contra janelas de prédios, ou arriscar-se em
arranhas-céus? Tudo bem que Tobey Maguire foi Homem Aranha
por um dia, mas pra quê fazer o moço se cansar tanto?
Quanto à modelagem, não é novidade, em 1995 vimos dinossauros
tridimensionais impressionantes no cinema, e nos dias de hoje cada vez mais os
dublês virtuais vão tomando conta das cenas que fisicamente são
mais arriscadas, ou complicadas, de serem desempenhadas pelos atores. O recurso
virtual, além de evitar riscos físicos à equipe de um filme,
torna mais fácil a realização de cenas de difícil
execução. Seja para criar a chuva de flechas do filme “Herói” ou
tornar preciso os ataques da bola de espinhos de Go Go Yubari em “Kill
Bill vol. 1”, a computação gráfica
se faz presente.
Tarefas desafiadoras em 3D, como,
por exemplo, gerar penas em pássaros ou produzir um fio de azeite ou o
efeito de água, tornam-se possíveis graças ao desenvolvimento
de plug-ins proprietários, que se tornam ferramentas poderosas
para resolver
tarefas que seriam inviáveis de outra forma.
Antigamente, os filmes que usavam recursos digitais eram vistos
com fortes preconceitos e críticas. Mas o que antes era considerado de mal gosto, hoje está cada
vez mais marcado pela qualidade. O sistema de inteligência artificial que
controla os corpos dos dublês virtuais faz com que eles
caiam, corram, movam e reajam de forma natural, como pessoas
de verdade.
“Uma peculiaridade
do mercado é que hoje em dia se confunde animação com manipulação
de programas de computação. Ou seja, com o fácil acesso
a programas de computação sofisticados, muitas pessoas podem animar.
Mas na verdade, animação é uma arte que se aprimora com
a experiência e é esse nosso diferencial. A sutileza imperceptível
de um movimento traz credibilidade à cena. E é isso que a OCA busca
trazer a cada projeto”, afirma Ana Paula Catarino, produtora executiva
da OCA Filmes.



