Produto & UX

15 jan, 2007

Dublês virtuais lançam desafios ao mercado de animação

Publicidade

Imagine-se um diretor de cinema, trabalhando em um filme
de ação.
A cena que abre o filme é uma sequência perigosa,
que começa em uma perseguição de carros e
termina em uma grande explosão. Para um diretor de filme
a dor de cabeça pode começar exatamente aí.
Os custos de uma cena como essa são muito altos, e além
de oferecer riscos para a equipe envolvida, podem levar dias na
preparação e execução da cena.

Na contramão desses problemas surge a computação
gráfica, que tem se tornado cada vez mais presente, e com
os mais variados propósitos. A tecnologia, que já foi
utilizada para criar movimentos ou cenas inimagináveis,
agora tem sido utilizada para substituir os atores em cenas de
ação, criando verdadeiros dublês
virtuais
.
Afinal, pra quê fazer atores pularem de carros em chamas,
se atirarem contra janelas de prédios, ou arriscar-se em
arranhas-céus? Tudo bem que Tobey Maguire foi Homem Aranha
por um dia, mas pra quê fazer o moço se cansar tanto?

Quanto à modelagem, não é novidade, em 1995 vimos dinossauros
tridimensionais impressionantes no cinema, e nos dias de hoje cada vez mais os
dublês virtuais vão tomando conta das cenas que fisicamente são
mais arriscadas, ou complicadas, de serem desempenhadas pelos atores. O recurso
virtual, além de evitar riscos físicos à equipe de um filme,
torna mais fácil a realização de cenas de difícil
execução. Seja para criar a chuva de flechas do filme “Herói” ou
tornar preciso os ataques da bola de espinhos de Go Go Yubari em “Kill
Bill vol. 1”, a computação gráfica
se faz presente.

Tarefas desafiadoras em 3D, como,
por exemplo, gerar penas em pássaros ou produzir um fio de azeite ou o
efeito de água, tornam-se possíveis graças ao desenvolvimento
de plug-ins proprietários, que se tornam ferramentas poderosas
para resolver
tarefas que seriam  inviáveis de outra forma.

Antigamente, os filmes que usavam recursos digitais eram vistos
com fortes preconceitos e críticas. Mas o que antes era considerado de mal gosto, hoje está cada
vez mais marcado pela qualidade. O sistema de inteligência artificial que
controla os corpos dos dublês virtuais faz com que eles
caiam, corram, movam e reajam de forma natural, como pessoas
de verdade.

“Uma peculiaridade
do mercado é que hoje em dia se confunde animação com manipulação
de programas de computação. Ou seja, com o fácil acesso
a programas de computação sofisticados, muitas pessoas podem animar.
Mas na verdade, animação é uma arte que se aprimora com
a experiência e é esse nosso diferencial. A sutileza imperceptível
de um movimento traz credibilidade à cena. E é isso que a OCA busca
trazer a cada projeto”, afirma Ana Paula Catarino, produtora executiva
da OCA Filmes.