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Os 4 comandos do Git que todo desenvolvedor deveria conhecer

12 set, 2018
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O Git é um sistema de controle de versionamento completíssimo e que se popularizou fortemente nos últimos tempos. Dificilmente um desenvolvedor na atualidade não use ou conheça o Git, pois sem dúvidas versionar códigos passou a ser uma aspecto fundamental para qualquer projeto de software.

Mas afinal, o que é controle de versionamento?

O controle de versionamento permite que o desenvolvedor registre as mudanças realizadas de um projeto para um arquivo ao longo do tempo, de forma que se possa recuperar versões específicas, reverter arquivos, verificar quem foi o último a fazer alguma modificação que esteja causando algum problema, entre outras coisas.

E o melhor de tudo: o desenvolvedor não precisa se preocupar caso o computador tenha perdido algum arquivo, pois o sistema de controle de versão irá facilmente reavê-los (já que o git é distribuído).

Mas será que estamos usando todo o potencial do Git? Nesse artigo vamos conhecer quatro comandos que o sistema oferece e que pode trazer facilidades consideráveis para o nosso dia a dia.

1 – git stash: quando precisamos trocar de branch, sem antes ter enviado para o repositório as alterações, podemos usar o git stash para “esconder” as alterações primeiramente. Cada vez que é executado o comando git stash, o git gera um stash para guardar as alterações não versionadas. Deste modo, podemos realizar outras alterações e então recuperar o trabalho que estávamos fazendo anteriormente.

  • git stash list: verifica quantos e quais stashes temos.
  • git stash show stash@{1}: verifica se por acaso esquecermos o que temos em um stash. Sendo {1} o número do stash que queremos verificar.
  • git stash apply: aplica novamente as alterações do último stash.
  • git stash pop: aplica as alterações do stash e em seguida o apaga.
  • git stash drop stash@{2}: e por fim, usamos esse comando, se quisermos somente apagar o stash sem aplicar as alterações.

2 – git diff: para visualizar alterações ainda não versionadas, usamos o comando: git diff sem parâmetros. Porém, podemos também comparar versões incluindo referências por commit, branches, tags, enfim. Para esses casos usaremos os parâmetros conforme mostrado a seguir:

  • git diff nomeBranch: revisa as diferenças entre o código atual e uma branch local.
  • git diff origin/nomeBranch: revisa as diferenças entre o código atual e uma branch remota.
  • git diff IdentificacaoCommit1 IdentificacaoCommit2: revisa diferenças entre dois commits.
  • git diff 5.2: revisa diferenças entre o código atual e um commit nomeado com uma tag chamada “5.2”, por um exemplo.

3 – git show: usamos esse comando para visualizar os detalhes do commit atual.

  • git show 5.3: para visualizar o commit da versão nomeada com a tag 5.3.
  • git show master: para visualizar o último commit da branch master.

4 – git cherry-pick: esse comando nos permite aplicar alterações introduzidas por commits anteriores – mas cuidado! Se não usado com moderação pode ocasionar conflitos ou reescrita inadequada do histórico de alterações. É um comando útil, pois nos permite adicionar em uma branch somente os commits importantes, evitando commits que estão em testes ou com erros.

Como funciona: ao usar o comando git cherry-pick “identificacaoCommit”, pegará o conteúdo do commit especificado e fixá-lo na branch atual. Posteriormente, o Git salvará esse commit resgatado pelo comando cherry-pick como um commit com uma identificação diferente.

Se você quiser saber mais sobre comandos bacanas do Git, recomendo dar uma olhada nos vídeos da edição de Git do 7Masters que rolou o ano passado. Muitos dos comandos que eu citei aqui também foram mostrados lá:

E aí, você já conhecia todos esses comandos do Git? Conhece outros comandos que não são muito usados? Compartilhe conosco nos comentários!