Dev (Back & Front)ARTIGO

Full stack vs Full cycle developer

No seguinte artigo, Elton Minetto apresenta as principais características de um desenvolvedor full-stack e de um full cycle developer.

Full stack vs Full cycle developer
Imagem: Elton Minetto

Nos últimos anos o termo full stack developer ganhou destaque na descrição de vagas de emprego, especialmente em startups. Segundo este artigo, traduzido por mim, um full stack developer, é:

E o artigo segue citando tudo que seria necessário aprender: uma série de linguagens de programação, bancos de dados, back-endBack-end49 conteúdosIntegração front-end com backend: 7 decisões que evitam caos entre APIs, BFF e GraphQLDev (Back & Front) · abr 2026Como criar uma FAKE API REST para testes — JSONPlaceholderDev (Back & Front) · set 2025Construindo um aplicativo de bate-papo de IA simples com Spring AI e AngularDev (Back & Front) · jul 2025Ver tudo em Dev (Back & Front) , front-end, cache, design, usabilidade, etc.

Se isso é complicado para uma pessoa que é desenvolvedora há vários anos, imagine o desespero que pode causar em alguém que está iniciando a carreira. Recentemente fui convidado a participar de um bate-papo sobre desenvolvimento web no canal do YouTube do Robson Cristian, o Simplificando.

Um dos tópicos que comentamos foi exatamente isso: o que uma pessoa precisa aprender para iniciar ou evoluir na carreira web. No episódio eu dei minha opinião rápida sobre o assunto, que estou aprofundando neste artigo.

O que eu acredito é que no início da nossa carreira é natural sermos full stack porque precisamos ganhar mais experiência antes de escolhermos um caminho.

Antes de continuar minha opinião, vamos ver o que é full cycle developer.

Full cycle developer

O termo ganhou destaque em um artigo na página de tecnologia da Netflix, em meados de 2018.

No artigo o autor conta os problemas que eles estavam enfrentando e os experimentos que realizaram até chegar a este modelo (tradução minha, também):

  • “…nós chegamos a um modelo onde um time, equipado com ferramentas de produtividade, é responsável por todo o ciclo de desenvolvimento do software: análise/arquitetura, desenvolvimento, teste, deploy, operação e suporte.”

Ok, ok. Nem todo mundo tem os problemas de performance, escalabilidade ou complexidade que o Netflix tem, mas não é esse o ponto principal. Substitua “time” por “desenvolvedor(a)” e chegamos ao ponto que me fez escrever este artigo.

Ao invés de aprender superficialmente todas as tecnologias envolvidas no desenvolvimento de um software (back-end, front-end, banco de dados, usabilidade, etc), me parece muito mais eficaz uma pessoa que é capaz de iniciar uma tarefa e conseguir ser responsável por ela até o final do seu ciclo. É o que venho experimentando nos últimos oito ou nove anos, enquanto estava à frente da tecnologia da Coderockr e agora na Codenation.

Neste tempo todo sempre trabalhei com especialistas em suas áreas. Seja mobile, front-end ou back-end, mas que eram capazes, com conhecimento e ferramentas, de serem responsáveis por todo o ciclo de desenvolvimento: definir arquitetura/análise de requisitos, desenvolver o software, testar, fazer o deploy e resolver problemas em produção.

Eu acredito que esta é uma forma mais saudável de evoluir em uma carreira em desenvolvimento de software, pois gera profissionais responsáveis, especialistas em suas áreas, capazes de trabalhar em equipe (junto com outros especialistas) e mais completos.

Possui graduação e especialização em Ciência de Computação. É desenvolvedor desde 1998 e professor desde 2004. Autor dos livros Frameworks para Desenvolvimento em PHP, Grid Computing in Research and Education, Zend Framework na prática, Zend Framework 2 na prática, Iniciando com o Zend Framework 2 e Doctrine na prática.

Ver perfil