Cloud Computing

16 nov, 2021

Maturidade do uso da nuvem: como reconhecer seu estágio e gerar impacto para o desenvolvedor

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A nuvem, como um ambiente produtivo e eficiente em termos de infraestrutura para armazenamento de dados e softwares, já é adotada e levada em consideração em diversos cenários. Dados da consultoria Gartner, por exemplo, mostraram que apenas no ano passado houve um crescimento de 40,7% no uso de infraestrutura na nuvem, totalizando um mercado de US$ 64,3 bilhões.

Apesar de a nuvem ser uma tecnologia que começou a ganhar força, principalmente, a partir da década de 2010, uma movimentação massiva para sua utilização está sendo observada, de fato, nestes dois últimos anos. A demanda por resiliência fez com que todo o mercado acelerasse a sua transformação e, consequentemente, isso teve impacto no dia a dia dos desenvolvedores.

No entanto, este movimento não nos impediu de ter uma variedade muito grande em termos de maturidade digital, tanto em pequenas, quanto em grandes empresas. O Brasil, principalmente, com um território de empresas vasto é um grande exemplo disto. Embora ainda tenhamos um longo caminho a percorrer quando se trata de nivelar – nos patamares mais altos – os estágios de adoção das tecnologias em nuvem e de outros recursos tecnológicos nas indústrias e organizações.

Para identificar as etapas de digitalização nas quais as companhias se encontram e propor inovação, é necessário um trabalho de mapeamento intenso e um plano de ação elaborado que, muitas vezes, os próprios times não conseguem absorver devido ao alto fluxo diário – uma vez que as equipes de TI são, muitas vezes, enxutas. Devido à grande demanda tecnológica, profissionais de tecnologia estão em falta atualmente tanto no cenário nacional, quanto internacional, o que nos leva ao desafio de solucionar outro problema por meio da inovação.

Assim, para realizar este trabalho de compreender a infraestrutura e o nível de adoção de uma empresa, existem soluções que podem auxiliá-las. É o caso do Developer Velocity, um portal que une o ecossistema de fornecedores de tecnologia parceiras da Microsoft às companhias de diversos segmentos, para que o fluxo de entendimento do ambiente seja feito de forma mais rápida e eficiente, e para que se possa atingir um nível de ambiente nativo em nuvem.  

 

Pontuação da companhia após o preenchimento do formulário  

 

Nele, parceiros e as empresas – ou apenas o gestor de tecnologia de cada organização – preenchem um formulário simples com informações sobre o seu ambiente e as tecnologias nele implementadas para retirar insights sobre o seu estágio de maturidade com relação a seus competidores. Com ele, é possível identificar o que chamamos de Developer Velocity Index (DVI) (ou Índice de Velocidade do Desenvolvedor), além de visualizar as pontuações de cada uma das categorias e subcategorias tecnológicas que, juntas, resultam na média de pontuação final.  

 

Pontuação por subcategoria do Developer Velocity 

 

Em seguida, por meio da plataforma, é possível obter orientações de como melhorar esta pontuação e gerar melhores resultados a partir da nuvem. Dessa forma, a empresa pode ter um planejamento de ações mais bem estruturado e iniciar seus projetos, ou utilizar o portal também como uma porta de contato com o ecossistema de parceiros que pode auxiliá-la nesta missão.

Atualmente, companhias brasileiras já estão utilizando nuvem, mas muitas vezes não sabem como tirar o melhor proveito da solução. A maioria ainda utiliza recursos básicos, como máquinas virtuais, enquanto poderia usar metodologias de desenvolvimento ágil, ambientes em Kubernetes e contêineres, serverless computing (computação sem servidor) ou conceitos de programação low code ou no code (pouco ou nenhum código).

Todas estas tecnologias trazem um diferencial gigantesco quando falamos de produtividade, otimização de tempo e recursos, bem como de velocidade de resposta para a inovação. Plataformas em nuvem de desenvolvimento low code e no code, por exemplo, podem facilitar a criação por um público não necessariamente desenvolvedor, mas também facilita a produção de um aplicativo ou aplicação de um especialista em programação. Ao tornar mais simples o desenvolvimento das etapas mais básicas, a tecnologia permite que o profissional chegue mais rápido nas etapas avançadas e que demandam conhecimento maior de linguagem. Dessa forma, o desenvolver foca exatamente naquilo que necessita, tornando o processo mais fluído.

Em uma realidade cada vez mais digital como a que vivemos hoje é essencial criarmos maneiras de facilitar não apenas as soluções que chegam na casa das pessoas, como também o dia a dia dos próprios profissionais de tecnologia que são os grandes responsáveis por fazer toda a revolução acontecer.