Olá, amigos leitores. A crise chegou e com ela seus efeitos sobre todos nós. Mas falar de Gestão do Conhecimento agora? Sim. Não é hora de inovar e reagir rápido? Então…
Caro leitor, que tal pontuar o artigo? Dê a sua nota, coloque um comentário ou mande um e-mail.
E a crise chegou…
Todos sabemos o quanto a sociedade moderna convive com constantes mudanças. Mudam os mercados, as estratégias empresariais, até mesmos os consumidores, cada vez mais participativos e influentes. A informação passou a ser um “tesouro” e quem a possui pode fazer a diferença.
A crise chegou! Como “tsunami” para uns ou “marolinha” para outros, o que importa é que ela está afetando a todos nós, de várias formas. Mais uma vez o mundo está sendo sacudido por graves problemas econômicos e financeiros, que mexem com as estruturas atuais, provocam ajustes nos modelos de negócios e exigem respostas rápidas e uma nova visão nas relações internacionais.
A Gestão do Conhecimento
Um bom conceito da Gestão do Conhecimento é:
coleção de processos que governam a criação, disseminação e a utilização do conhecimento¹
Com a Gestão do Conhecimento, através dos seus processos de capturar, reter, modificar, distribuir e gerar novos conhecimentos, as organizações poderão obter a tal vantagem competitiva e com isso se posicionar melhor nos mercados. E por que não em um momento como este de grandes e rápidas mudanças!
Com ela podemos mudar um ambiente puramente competitivo para flexível e colaborativo, com o conhecimento circulando cada vez mais rápido, com mais eficiência, onde todos ganham.
Sabemos que a Gestão do Conhecimento possui caráter universal e que sua implementação independe do tamanho ou da área de atuação da empresa, atua tanto nos planos individuais ou organizacionais quanto nos operacionais e estratégicos, propicia a inovação e a competitividade. E numa crise como esta quão importante é inovar, responder rápido ao mercado, ser mais competitivo?
Novos cenários, novas visões
A crise trouxe um novo cenário para as organizações. De forma repentina foi explicitada a falta de créditos mundiais, muitos investimentos foram “congelados” ou foram direcionados para outros setores, as metas de crescimento de vários países mudaram, exigindo re-planejamento de suas economias e a conviver com novas formas de relacionamento, mercados e estratégias. Isto está afetando inúmeras empresas, que precisam de rapidez para se posicionar nesta nova ordem.
Mas, por outro lado, esta crise traz consigo uma experiência rica e que vai fazer com que a sociedade aprenda muito. Acredito que as empresas que já trabalham com a Gestão do Conhecimento, como por exemplo, as que utilizam informações de mercado, indicadores econômicos, novas tecnologias, etc. em seus processos poderão obter um diferencial positivo neste momento, pois poderão contar com suporte para análise de mercados, simulação de cenários, gerando decisões rápidas. Poderão também prover mudanças em seus processos, re-planejar metas ou até criar novas estratégicas para enfrentar este cenário e sobreviver a tudo isso.
Conclusão
Se a organização já faz uso da Gestão do Conhecimento, então ela aproveita o conhecimento adquirido, documentado, divulgado e provavelmente obtém novos conhecimentos através destes processos. E isto pode ser a diferença em tempos de crise. Ou seja, ao trabalharmos com a Gestão de Conhecimento poderemos gerar novas formas mais eficientes de produção e serviços, criar novas estratégias ou mudarmos radicalmente as estratégias planejadas, acompanhar a concorrência e os clientes, melhorar ciclos de vida de serviços e produtos etc.
Fica claro que é um tremendo diferencial gerir o Conhecimento e as
organizações só aprendem por meio de indivíduos que aprendem².
Sabemos que o conhecimento em si, isolado, tem pouco valor, mas o sucesso pode estar na colaboração de todos. Não podemos esquecer que para a Gestão do Conhecimento acontecer com sucesso é necessário o envolvimento e a contribuição de cada indivíduo, pois sem isto nada acontece.
Importante também lembrar que a Gestão do Conhecimento mexe com questões estruturais, culturais e até ideológicas das organizações, e elas precisam estar preparadas para isso.
Bibliografia
(1) Brian Newman, 1991, An open discussion of knowledge management
http://www.km-forum.org/what_is.htm – acessado em março/2009
(2) Senge, Peter, 1990. ‘The Leader´s New Work: Building Learning Organisations’.







