Caros leitores, hoje vamos comentar um caso que mexeu com muita gente, não só pelo fato em si, mas como também por que muitos viveram caso semelhante em alguma empresa. A causa? A má gestão. No final podem deixar comentários, criticas ou sugestões, o debate é livre. Pode também pontuar o artigo. Vamos lá, então?
Introdução
Em um primeiro momento fiquei chocado. Ao ler a notícia nos jornais sobre a onda de suicídios ocorridos no grupo France Telecom comecei a pensar como isto poderia ter acontecido. Já lendo um pouco mais sobre o assunto, constatei como é importante a existência de um modelo de gestão claro, moderno, consistente e como ele influencia a organização, bem longe do modelo problemático com que eles conviviam.
Neste mundo moderno, corrido, onde as empresas têm que se ajustarem rapidamente as mudanças de mercado, com os clientes influenciando seus produtos e serviços, onde inovação e o conhecimento são palavras de ordem, ainda vemos empresas promovendo incorporações e reestruturações que geram altíssimos índices de estresse e péssimo clima interno, buscando o lucro de forma desenfreada e impensada. Em alguns casos criando processos que desestimulam a relação funcionário-cliente, visando à massificação da sua base de clientes e maximização do lucro.
E a pressão?
Quem ainda não passou por uma pressão para entregar um projeto? Ou fechar metas de vendas? Ou disponibilizar um sistema no prazo acordado? Podemos considerar isto normal, faz parte da rotina de várias profissões, mas se esta pressão é intensa, sentida o tempo todo e somado a isto empresa ainda procede com demissões frequentes, estimula o individualismo ignorando o trabalho em equipe, carece de política de incentivos profissionais, implanta processos que gera um ambiente hostil e de extremo desconforto para os funcionários, qual será o resultado disso tudo? Vamos presenciar a total desmotivação dos funcionários, chegando a alguns casos até a perda de identidade do profissional com a empresa.
Todos nós sabemos da importância da qualidade de vida que deve existir em nosso local de trabalho. Constatamos que muitas empresas se preocupam com isso, revisam vários de seus processos, implantam serviços visando o bem-estar de seus funcionários, conscientes de que colherão lá no futuro os frutos destas ações, como por exemplo: ganhos de produtividade, retenção de talentos, atingir as metas previstas e em alguns casos disponibilizar para o mercado novos produtos e serviços inovadores.
Já foi provado que um ambiente inadequado de trabalho gera instabilidade emocional, altos níveis de ansiedade, insônia, depressão e outros sintomas, comprometendo a saúde dos funcionários. O profissional tem que achar o seu limite, não podendo ficar o tempo todo sobrecarregado, com mais e mais trabalho. Com tanta pressão em cima, ele começa a entrar em uma rotina sem fim, cai na mediocridade, atinge baixo nível de produtividade, deixando de lado as idéias criativas e em muitos casos até adoecendo. A empresa perde com isso. Ela tem que estar atenta a diversos sinais que demonstram que algo esta acontecendo em seu ambiente, há a necessidade de solução, às vezes urgente. Ela precisa estar ciente dos fatos, consciente das suas relações com seus funcionários e querer mudar.
Conclusão
No ambiente corporativo moderno as pressões vem de todos os lados, mas temos que buscar o equilíbrio.
Não é possível trabalhar de forma séria, serena e compromissada em um ambiente onde tudo é prioritário, onde circula informações oficiosas privilegiando a dúvida, pregue o individualismo ao extremo e desvalorize os talentos, indo ao contrário de toda a administração moderna.
Ora, passamos muito tempo de nossa vida em nosso trabalho, geralmente mais até do que passamos com a nossa própria família e isto tem um preço. Nada mais justo que possamos trabalhar em um ambiente tranqüilo, propício as idéias, onde reine a parceria, seja incentivado o trabalho em equipe e compromissado, com possibilidade de crescimento, prevalecendo a auto-estima e a motivação para atingir altos índices de produtividade.
Os funcionários precisam se sentir como parte da empresa, parte da engrenagem da máquina, ter voz e também ser ouvido. As organizações são feitas de gente, não tem outro jeito e elas não podem ser tratadas somente como números.
Todos os envolvidos, patrões e empregados, têm que entender isso. Parece simples, mas não é!







